Mute City e algumas músicas mais...



          É inegável o pesada importância que as músicas tem nos jogos, a trilha sonora dita a emoção que o jogador irá sentir, bem como o ritmo do jogo. Ao longo de todos esses anos, foram muitas as músicas que me marcaram profundamente, e não é incomum me encontrarem por ai ouvindo trilha sonora de jogos, até mesmo as do nintendinho.
           Por mais que fossem simples, as músicas dos primórdios dos jogos tem sempre um lugar especial em meu coração, me fazem lembrar de muitas tardes passadas ou jogando meu Dynacom em casa, ou o Snes na casa do Higor.



          Esse magnífico canal faz versões acapela de grandes clássicos, e uma das minhas favoritas é Mute City, acho que a primeira pista de F-zero. Assim como quase todas as trilhas deste jogo, ela me traz um sentimento de estranheza, que  fica mais forte com os cenários das pistas. Sei lá, talvez loucura minha, mas sentia uma certa solidão, eram pistas no meio do nada, com uma cidade ao fundo, e não se via humanos em lugar algum. E na época eu achava esse jogo difícil pra krai (ainda acho na verdade, quase sempre acabo me explodindo fora da pista).
          Outra música que gosto bastante é a Heart of Fire do Castlevânia. Imagino que ela tenha se repetido em vários dos jogos da série, mas onde eu conheci ela foi no primeiro jogo do Nes. Ela tocava na fase do calabouço, cujo chefão era a própria morte em pessoa. Como essa fase me atormentava! Nunca fui capaz de passá-la, e acho que foi a trilha do jogo que mais grudou na minha cabeça!
          Toda a saga Castlevânia traz excelentes músicas, dá pra encher um post só com elas. E essa versão abaixo, nas guitarra, que já devo até ter postado por aqui, faz o sangue ferver com o poder do metal, e ressoar com a nostalgia.


          Dando um grande salto temporal, indo até Dark Souls 3, a épica trilha que embala a batalha contra os irmãos principes. Mais que música magnífica, um instrumental pesado, que cresce junto com a luta. Me lembro de como essa boss battle foi marcante.
          Um chefão duplo, com ataques pesados e velozes, junto com toda a sensação de fragilidade que a série souls traz, a música traz em si uma tristeza e majestosidade únicos. E quando os irmãos se unem para te enfrentar, a música desperta um coral, os golpes do irmão mais velho mudam e se tornam ainda mais mortais... lembro claramente de uma cena, minha vida por um triz, o irmão mais velho ergue a espada sob sua cabeça, segurando-a com as duas mãos. A arma brilha como a luz da alvorada. Em meu coração sei que se aquele golpe me acertar, será meu fim. A espada corta o ar, pesada como o mundo, e uma rajada de luz rasga o chão de pedra. Entoado pelas vozes do coral da trilha, me esquivo nos últimos instantes, me livrando daquele poderoso ataque! Uma das lutas mais épicas que já vivi! É claro que ele me matou pouco depois...


          As músicas são uma das partes mais fodas de ser gamer. Faz parte da experiência, e toda boa batalha é regida por uma boa música. Desde uma invasão alienígena em 8-bits a uma alucinante corrida em 4k, as trilhas sonoras são a alma dos jogos, são aquilo que tornam coisas grandes em coisas marcantes.
          É isso povo, algumas musicas legais pra embalar a noite(ou o dia), se você não tem o hábito de escutar as trilhas dos jogos que você consome, recomendo-o a experimentar, garanto que não irá se arrepender...

Vash the Stampede


          Nos dias antigos, quando a internet ainda não imperava sobre nossas vidas, nós encontrávamos formas alternativas de nos entretermos. Conseguir um anime novo era coisa difícil, o que tornava a Ultra Jovem, a saudosa revista sobre animes, uma joia rara de informações e diversão. Ainda me lembro da minha primeira edição adquirida, uma revista com o Majin Vegeta na capa, contando sobre a trajetória do príncipe dos saiyajins.

Eita saudade! Queria ter sido mais zeloso com as minhas...

          Eu sempre gostei muito de ler, então era algo comum para mim ler,reler e ler de novo as mesmas coisas.E uma das edições das minhas Ultra Jovem era um guia de episódios, onde eu tive meu primeiro contato com o anime Trigun. Na época, li várias vezes as descrições dos episódios, e embora hoje em dia pouco reste das memórias daqueles textos lidos, ainda perdurava minha curiosidade pelo anime.
          Trigun é um anime com uma ambientação maravilhosa. Velho Oeste, um planeta inteiro tomado por um gigantesco deserto, com pequenas cidades aqui e ali, xerifes e foras da lei empunhando suas pistolas a moda antiga. Pra quem curte o tema, é um prato cheio.
          Nesse mundo existe o maior de todos os criminosos, Vash the Stampede, um pistoleiro que Meryl e Milly , duas funcionárias de uma seguradora que possuem a missão de encontrar Vash e impedir que o mesmo continue a causar problemas. Isso porque Vash deixa as cidades por onde passa em ruínas.
destrói tudo por onde passa, com uma gigantesca recompensa por sua cabeça. O anime nos apresenta a
         Com uma recompensa tão grande em sua cabeça, Vash tende a atrair muitos problemas, sendo que a maioria dos estragos a ele atribuídos nem ao menos foram causados pelo pistoleiro errante. Conhecemos Vash como um personagem bem palhação, alegre e preciso em cada movimento que faz. Vash é um personagem que traz consigo um ideal muito forte, e por trás de todas as palhaçadas existe um passado repleto de dor que nos vai sendo contado aos poucos.




          Vash é um personagem que não mata, embora ele carregue e empunhe uma arma. Isso me lembrou muito Sword of the Stranger, onde Nanashi sempre mantinha sua espada amarrada a bainha. A arma lhe é necessária, mas ele se recusa a usá-la para tirar uma vida. Toda sua filosofia me fez lembrar bastante também do próprio Demolidor, e por influência ou coincidência, ambos os personagens usam vermelho.
     Vash carrega em seu corpo o preço de sua ideologia, os ferimentos adquiridos por tentar salvar todo mundo.
    A questão que o anime levanta é muito interessante: existe mesmo uma forma de salvar todo mundo? Se você salva uma borboleta que está presa em uma teia, não estará então condenando a aranha, que irá morrer de fome? O próprio
          Mas ele acaba sendo alguém bem ingênuo, que chora facilmente, e se magoa mais facilmente ainda. Mas não se engane, o anime não é pesado, tem um climão bem leve e descontraído. Isso porque conta com uma turminha bem carismática.
          Por mais que seja divertido, o formato do anime não me agrada muito. São tramas que em sua maioria duram apenas um episódio, e a história principal demora a engrenar. Mas quando as coisas ficam sérias, ai é pra valer. Existe todo um mistério sobre o planeta, e os acontecimentos que deram a Vash a fama que o precede, e essa parte do anime é muito interessante.
          A trilha sonora foi um dos pontos que mais me marcaram. Ela passa um misto de tranquilidade e melancolia que se encaixam muito bem com aquele deserto hostil que a humanidade tem vivido.
          Trigun influência bastante em uma história que to tentando desenvolver. A figura de Vash vagando errante pelo deserto me é muito inspiradora. Vash é um dos personagens mais estilosos que já vi, adoraria vê-lo em uma abordagem um pouco mais séria. As vezes a parte cômica do anime acaba estragando um pouco o clima.
          Entretanto, tanto a arte quanto a animação são um show a parte. Cada personagem possui adereços e pequenos detalhes que os enchem de personalidade. Apesar de não ter grandes batalhas,
Trigun tem seus momentos de tensão, e uma ótima luta final em seu climax.
          Enfim, esse anime acaba por ser uma ótima recomendação para os amantes de faroeste e de animes com armas de fogo. Ouvi dizer que o anime acaba melhorando alguns pontos em que o mangá acabou por ser superficial, como não li não sei dizer qual dos dois vale mais a pena.
         É isso pessoal, e vamos juntos: Love and Peace! Love and Peace!


A vida, o universo e tudo mais

          Sente-se. Pegue seus fones. Escute uma música comigo:


       
          Já faz seis anos desde que esse blog foi criado. E pelos deuses, eu já contei essa história aqui milhares de vezes, mas seja bonzinho comigo, me permita contar uma vez mais. Eu trabalhava com um cara fantástico e insano, cheio de ideias e conhecimento. Nós dois queríamos criar um lugar para postar as aventuras de um cavaleiro andante que estávamos criando.
          Foi assim que, sem me avisar e até mesmo contra minha vontade, o Carlos, Restart ou Ragnar, criou esse blog. E ele tinha um nome excelente: CronicaEx. E com o passar dos dias, decidimos que postaríamos de tudo aqui, tornando este blog um blog de variedades.
           Com o tempo, fui chamando mais gente, até atingir o incrível numero 12. Carlos, Fábio, Jhonny, a santíssima trindade desse blog, foram grandes amigos que tive muito prazer de trabalhar, e muito de mim hoje foi influenciado por eles. Paulo, ou como ele gosta de ser chamado, Kaito, é meu pequeno irmão, com quem divido sonhos e esperanças. Rafael, um dos caras mais gente boa e energia positiva que conheço, sempre alegre e sorridente, com quem tive o prazer de ter longas conversas. Higor, o amigo mais antigo, que as vezes diz o que tem que ser dito, com quem tive inúmeras discussões, mas que hoje eu talvez perceba o quão injusto tenha sido com ele. Damião, o grande sábio que nunca vi pessoalmente, mas me sinto grato por ter tido o prazer de ter várias conversas e poder ter o prazer de chamá-lo de amigo ( um agradecimento também ao grande Makenze por ter nos apresentado). Guilherme, amigo de escola, que sempre esteve ali por mim, sempre lendo as tranqueiras que escrevi, sempre paciente em escutar minhas eloquências. Ico, o meu grande mestre Ico, palavras não são o bastante para descrever o quão incrível e gente boa ele é. Cicero, o Ciço, meu parceiro, meu amigo ao qual já passamos por longos desertos juntos, longas entregas de currículo. Cleiton, o ultimo a entrar, mas não menos importante, cujo destino me propiciou ter o prazer de conhecer, um cara disposto a fazer de tudo pra ajudar, que teve a paciência de me ensinar a jogar rpg e que também tenho o prazer de chamar de amigo.
          Sim, meus onze amigos, vocês estão todos expostos, com suas identidades secretas reveladas!
A vocês eu devo um pedido de desculpas tão grande quanto o que devo aos leitores. Fui um péssimo líder. Chamei onze pessoas para escrever, mas nunca me perguntei se estes onze gostavam de escrever. Falhei em distribuir funções e motivá-los a participarem do blog, em uma época em que eu era mole demais, e reclamão demais (não que hoje eu não solte muitos resmungos), falhei em criar um canal no youtube, não apoiei as iniciativas do Higor por puro capricho e birra provavelmente, falhei nos podcasts, trazia muitas influências dos casts que estava escutando na época, e isso acabou prejudicando o andar da coisa e a matou antes de crescer. E por fim o blog caiu no esquecimento, e nos reduzimos a um grupo de whatsapp parado.
          O que foi, a música acabou? Segura minha mãos, escuta mais essa:


          Minha vida se tornou uma coleção de fracassos, não só aqui no blog, mas fora dele também. Mas como o mestre Yoda mesmo disse, "o maior professor, o fracasso é", hoje eu consigo ver cada ideia errada que tive pra esse blog. Postar notícias? Vídeos engraçados? Trailers? O CronicaEx é um blog vazio? Sim ele era. Cada letra, cada palavra desse blog deve carregar a alma, a essência de quem o escreve, e era isso o que sempre faltou nesse lugar. Ao invés de posts semanais, esse blog precisava de textos com personalidade.
          Minha personalidade, pois EU SOU O CRONICAEX muhahahahaha!
          De uns tempos pra cá, graças a Aline do Sentimentos Estranhos, outra grande amiga que tive o prazer de conhecer, que me empurra de minha preguiça e me faz participar de concursos literários, eu acabei conseguindo ter alguns contos publicados (falarei mais deles em um outro post), o que me fez evoluir muito na escrita e talvez finalmente começar a escrever pra valer.
          Talvez, por que eu não tenho nada pronto ainda.
          Então, como todo herói que se exila e depois retorna mais forte e mais barbudo, o Jyuuken, Gilgamesh, Hell, Healengo, Júlio Cesar, ressurge, ainda sem barba, mas com muita vontade de escrever.
          Mas meu tempo livre ainda é curto, e vocês vão ter que me entender se eu der uma sumida. Ou eu jogo, ou eu assisto, ou eu leio, ou eu escrevo. E se escolher escrever, ou eu escrevo aqui, ou um conto, ou meu livro. São muitas escolhas para poucas horas de liberdade, mas prometo, sempre que possível, trazer alguns textos pelo menos interessantes, ou alguns de meus contos, que um dia darão origem para um mundo muito maior.
          Mas ai você me questiona: mas esse post não está interessante, é apenas um monte de nomes e palavras que pra mim não significam nada. Eu sei meu caro leitor, este post é mais um desabafo, eu gosto de desabafar aqui. E vai, pelo menos você ouviu três musicas legais. Opa, forma só duas? Então pega a terceira aqui:


       
          Assim que abri o blog, com esse post na cabeça, torci o nariz pro antigo design. Tentei mudar pelos templates do blogger mesmo, e foi uma árdua tarefa encontrar este. Pensei em migrar pro Wordpress (de novo, se você pesquisar no google vai ver que já fiz isso), mas a preguiça de aprender a mexer na "nova" plataforma, aliado a falta de dinheiro pra pagar domínio e hospedagem me fizeram ficar por aqui mesmo.
          Mas qual é o problema? A casa ficou bonita e eu to bem satisfeito. Quem sabe no futuro eu não acabe migrando (olha que sou bom em prometer hein). Aos membros, eu não irei exigir que escrevam, apenas que me ajudem a espalhar a palavra. E se você me disser a palavra "Ominnundra", vai ganhar um aumento.
         É isso meus caros, o CronicaEx está de volta, all new, all diferent, como todas as sagas da Marvel ultimamente. Nos vemos por ai! El Psy Congroo! Fim de transmissão!
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