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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Vash the Stampede


          Nos dias antigos, quando a internet ainda não imperava sobre nossas vidas, nós encontrávamos formas alternativas de nos entretermos. Conseguir um anime novo era coisa difícil, o que tornava a Ultra Jovem, a saudosa revista sobre animes, uma joia rara de informações e diversão. Ainda me lembro da minha primeira edição adquirida, uma revista com o Majin Vegeta na capa, contando sobre a trajetória do príncipe dos saiyajins.

Eita saudade! Queria ter sido mais zeloso com as minhas...

          Eu sempre gostei muito de ler, então era algo comum para mim ler,reler e ler de novo as mesmas coisas.E uma das edições das minhas Ultra Jovem era um guia de episódios, onde eu tive meu primeiro contato com o anime Trigun. Na época, li várias vezes as descrições dos episódios, e embora hoje em dia pouco reste das memórias daqueles textos lidos, ainda perdurava minha curiosidade pelo anime.
          Trigun é um anime com uma ambientação maravilhosa. Velho Oeste, um planeta inteiro tomado por um gigantesco deserto, com pequenas cidades aqui e ali, xerifes e foras da lei empunhando suas pistolas a moda antiga. Pra quem curte o tema, é um prato cheio.
          Nesse mundo existe o maior de todos os criminosos, Vash the Stampede, um pistoleiro que Meryl e Milly , duas funcionárias de uma seguradora que possuem a missão de encontrar Vash e impedir que o mesmo continue a causar problemas. Isso porque Vash deixa as cidades por onde passa em ruínas.
destrói tudo por onde passa, com uma gigantesca recompensa por sua cabeça. O anime nos apresenta a
         Com uma recompensa tão grande em sua cabeça, Vash tende a atrair muitos problemas, sendo que a maioria dos estragos a ele atribuídos nem ao menos foram causados pelo pistoleiro errante. Conhecemos Vash como um personagem bem palhação, alegre e preciso em cada movimento que faz. Vash é um personagem que traz consigo um ideal muito forte, e por trás de todas as palhaçadas existe um passado repleto de dor que nos vai sendo contado aos poucos.




          Vash é um personagem que não mata, embora ele carregue e empunhe uma arma. Isso me lembrou muito Sword of the Stranger, onde Nanashi sempre mantinha sua espada amarrada a bainha. A arma lhe é necessária, mas ele se recusa a usá-la para tirar uma vida. Toda sua filosofia me fez lembrar bastante também do próprio Demolidor, e por influência ou coincidência, ambos os personagens usam vermelho.
     Vash carrega em seu corpo o preço de sua ideologia, os ferimentos adquiridos por tentar salvar todo mundo.
    A questão que o anime levanta é muito interessante: existe mesmo uma forma de salvar todo mundo? Se você salva uma borboleta que está presa em uma teia, não estará então condenando a aranha, que irá morrer de fome? O próprio
          Mas ele acaba sendo alguém bem ingênuo, que chora facilmente, e se magoa mais facilmente ainda. Mas não se engane, o anime não é pesado, tem um climão bem leve e descontraído. Isso porque conta com uma turminha bem carismática.
          Por mais que seja divertido, o formato do anime não me agrada muito. São tramas que em sua maioria duram apenas um episódio, e a história principal demora a engrenar. Mas quando as coisas ficam sérias, ai é pra valer. Existe todo um mistério sobre o planeta, e os acontecimentos que deram a Vash a fama que o precede, e essa parte do anime é muito interessante.
          A trilha sonora foi um dos pontos que mais me marcaram. Ela passa um misto de tranquilidade e melancolia que se encaixam muito bem com aquele deserto hostil que a humanidade tem vivido.
          Trigun influência bastante em uma história que to tentando desenvolver. A figura de Vash vagando errante pelo deserto me é muito inspiradora. Vash é um dos personagens mais estilosos que já vi, adoraria vê-lo em uma abordagem um pouco mais séria. As vezes a parte cômica do anime acaba estragando um pouco o clima.
          Entretanto, tanto a arte quanto a animação são um show a parte. Cada personagem possui adereços e pequenos detalhes que os enchem de personalidade. Apesar de não ter grandes batalhas,
Trigun tem seus momentos de tensão, e uma ótima luta final em seu climax.
          Enfim, esse anime acaba por ser uma ótima recomendação para os amantes de faroeste e de animes com armas de fogo. Ouvi dizer que o anime acaba melhorando alguns pontos em que o mangá acabou por ser superficial, como não li não sei dizer qual dos dois vale mais a pena.
         É isso pessoal, e vamos juntos: Love and Peace! Love and Peace!


quarta-feira, 17 de maio de 2017

O lamento dos três

Havia um segredo, que apenas o grande mestre tinha conhecimento. Do mundo dos mortos nada podia ser feito a respeito. Nada que pudesse ajudar Athena na guerra que viria. Por isso, os cavaleiros que antes caíram, aceitaram uma vez mais se levantar, mas dessa vez não como cavaleiros, mas como ratos, traidores sem honra, com armaduras negras cobertas pelo desprezo.



Mas no início da batalha, nada disso ainda veio à tona. Quando Mu decide barrar a mais recente invasão ao santuário, ele nem sequer imagina as proporções do que está acontecendo.
Tudo que ele sabe é que aqueles três estão vivos novamente, submissos a Hades, inimigos terríveis de se enfrentar, mas diante dos quais ele não irá recuar de forma alguma. Mas no meio da batalha, por um breve instante, ele vislumbra o que realmente está acontecendo.
Shura, que sempre fora o mais fiel dos cavaleiros, Camus, um dos mais valorosos no Santuário, e Saga, poderoso, orgulhoso, e que carrega consigo a dor de já ter se voltado contra sua deusa. Os três inimigos trajados de sapuris que mais são uma zombaria de Hades as sagradas armaduras douradas, estão chorando.
Suas almas choram sangue.


Eles sentem a dor de se voltarem contra seus amigos, e não poderem dizer uma só palavra. A dor de serem odiados por eles, e nem ao menos se explicarem. Abriram mão da dignidade, e se humilharam, para dar a Athena, uma chance de vencer o mal.
Um cavaleiro de Athena dilacera sua alma, se preciso for. Não importa o quão terrível seja o sacrifício, eles o farão. A determinação de um cavaleiro não pode ser detida, nem mesmo pela morte.

O lamento dos três é o nome perfeito para o segundo episódio da saga de Hades. O sacrifício que os três estavam para realizar estava apenas começando. 

quarta-feira, 10 de maio de 2017

A segunda temporada de Shingeki até agora

Já estamos aí com seis episódios lançados da nova temporada de Shingeki, e não tem como não falar sobre isso. Se você ainda não assistiu todos os seis, cai fora daqui por que vai ter spoilers, e acredite em mim, você não vai querer descobrir isso lendo meu post e sim assistindo.


Desde que a temporada recomeçou, uma certa brutalidade está no ar, carregada de sangue e mistério. Desde o primeiro episódio, com o surgimento do titã bestial e todo o mistério que ele carrega. O maldito fala, é muito mais inteligente que todos os titãs comuns, e parece saber algo a respeito de todo o mistério envolvendo esse mundo.

“ Vocês atacam direto na nuca, sabem onde estamos. ” Ele diz em uma das cenas. “Aparelho interessante esse”, sobre o equipamento usado para combater os gigantes. E como se não bastasse, junto com sua aparição, titãs começaram a surgir dentro da muralha, sem nenhuma explicação.
Não existe buraco na muralha, e tudo nos leva a crer é que pessoas foram transformadas nos terríveis gigantes.
A chocante revelação de que no interior da muralha também tem titã, um segredo que vem sendo mantido pela igreja, sabe-se lá por quanto tempo. Sempre houve um desejo das tropas de exploração de fortificar as muralhas mais externas, mas isso sempre foi proibido pela igreja, que idolatra as três muralhas.
Isso é genial. Qual a forma de impedir que as muralhas sejam sequer tocadas? Cultuando-as! A religião era a única forma que tornaria criminosos qualquer tentativa de alteração nos grandes muros, mantendo o segredo no mais absoluto sigilo... até agora.
E junto com toda essa revelação, veio o fato de que a pequenina Krista é na verdade uma filha bastarda da família real, vivendo por ali escondida. Seu sangue é da alta linhagem, seu nome verdadeiro é Historia, e ela pode conhecer os segredos deste mundo.
E justo ela está no olho do furacão.

Presos em uma torre, estão ela, Connie, Ymir, Reiner e Bertolt. Cercados por titãs. Mortes terríveis e cruéis nos mostram o quão frágil é a vida nesse anime, e por mais habilidoso e forte que o personagem venha a ser, heroísmo nem sempre acontece, e o que se desenrola não são mortes honradas, mas brutais e terríveis.
Não é um mundo para o qual os fãs gostariam de ir, sem dúvida. No meio de tanto anime colorido, onde tudo dá certo, onde todos terminam felizes, é bom ver um que tenha esse tom um pouco mais pesado, mais sujo, mais cruel. Nos dá uma sensação de insegurança. Shingeki é um anime onde tudo pode acontecer.
Tudo, como por exemplo, Ymir, uma personagem que eu provavelmente nem havia prestado atenção antes, pula do topo da torre, e se transforma em uma titã! É de explodir os miolos! Ymir vira uma titã mais baixinha, porém mais ágil, e começa a virar a luta, que já parecia perdida.


Ymir tem alguma relação com Reiner e Bertolt, algo ainda não explicado.  Mais mistérios, mas nem dá pra pensar muito nisso, porque o número de titãs ali é muito alto, e Ymir acaba sendo subjugada, e devorada!
Mais brutalidade, mais reviravolta. E quando tudo parece perdido, Mikasa, Levi e uma galera chegam para salvar o dia. Eles limpam a área, e tudo se acalma. Ymir ainda não morreu, eu acho, Estado crítico, mas ainda viva.
E, quando tudo parecia estar bem, Reiner se desespera, querendo logo pôr fim a sua jornada, querendo logo voltar para casa, e revela que ele e Bertolt são os grandiosos Colossal e Encouraçado, e querem que Eren vá com eles.
Já havia uma suspeita por parte deles. Armin é muito sagaz, e notou coisas que nem mesmo nós que assistíamos notamos. As pistas estavam sempre ali, diante de nossos olhos. Mikasa os ataca, e não os deixa com outra alternativa que não a de assumir suas majestosas formas. E é aí que o coração para.















Uma das cenas mais majestosas de todos os animes que já vi, trilha sonora épica, animação com muita qualidade, uma carga dramática pesada, Reiner e Bertolt assumem suas formas de titãs, crescendo na muralha, jogando tudo pelos ares, e capturando Eren e Ymir.
Os dois são inimigos. Mas não são a figura típica de vilões que a maioria das histórias nos mostra. Eles eram bons amigos, já salvaram a galera várias vezes. Eles têm algum motivo para estarem fazendo isso, é como anda dizendo o trailer do Injustice 2: cada vilão é o herói de sua própria história.
Eren em lágrimas também vira titã, mais uma vez sendo forçado a se levantar contra um amigo, mais uma vez se sentindo traído. O que virá agora será uma luta de estremecer a realidade, e mal posso esperar para por meus olhos nisso!

Shingeki é, sem sombra de dúvidas, um dos animes mais empolgantes e com uma das histórias mais complexas que já vi. Por mais animes assim!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Kimi no Na wa

Como eu sou totalmente por fora de todos os assuntos, cabe a mim buscar listas de coisas que são boas para assistir. Os animes ultimamente nenhum que eu escolho tem me agradado, e por isso, fui até o IntoxiAnimes lá no youtube, ver as listas que o canal dispõe. Em uma das listas, de quinze melhores animes de viagem no tempo, o segundo posto da lista estava ocupado por Kimi no na wa.



Ranqueado em primeiro no My Anime List, o anime conta sobre a passagem de um cometa chamado Tiamat, e os estranhos eventos que ele desencadeia na vida de dois jovens bem distintos, Taki, um jovem que vive em Tóquio, e tem uma agitada vida de cidade grande, conciliando a escola
com um trabalho como garçom em um restaurante italiano; e a Miyamizu, uma garota que vive em uma aldeia de interior, numa vizinhança pacata e tranquila, totalmente diferente do que a menina gostaria. Os dois andam tendo sonhos estranhos, vividos até demais, e ambos possuem uma ligação tão complexa que seria spoiler contar aqui.
Esse é um tipo de anime que vale assistir, conta com muita maestria uma história bonita, cheia de detalhes do cotidiano dos personagens, coisas simples, mas que enriquecem muito a experiência de quem tá assistindo. A trama que parece bobinha no começo, te pega pela mão, e vai te conduzindo devagar, te mostrando bem cada pedacinho do que deve ser contado e observado.
O anime é muito bem animado, com traços fluídos e cenários belíssimos. Algumas cenas utilizam alguns ângulos bem incomuns, tornando as transições entre as cenas bem dinâmicas e divertidas. Existem grandes cenas onde todo um cenário gigantesco toma conta da tela, cenas muito belas, diga-se de passagem.
E algumas tomadas dessas tomam um tom majestoso, pelo conjunto de cores, trilha sonora, efeitos sonoros e as emoções que transbordam pelos personagens presentes. Todo um trabalho feito com muito esmero, que nos entrega uma animação excelente, que valeu cada minuto investido.
Agora falemos sobre a trama, e se você não quiser spoilers, pare por aqui.



Tudo começa com o que parece serem sonhos malucos, mas os dois estão trocando de corpo. De começo, isso traz cenas bem engraçadas, principalmente com a Miyamizu no corpo de garoto, ela transparece um comportamento feminino muito forte que até chama a atenção dos que estão por perto.
Sem saber maiores explicações, os dois aprendem a lidar com essas trocas casuais, e estabelecem até um meio de comunicação, por onde definem regras do que pode e o que não deve ser feito no corpo um do outro.
Sem perceberem, os dois começam a nutrir um laço forte um pelo outro. E então, simplesmente param de trocar. E essa foi uma das grandes sacadas do anime. Quando Taki começa a procurar pela cidade onde ela morava, ele descobre que aquele pequeno vilarejo fora arrasado por fragmentos do cometa Tiamat, a três anos atrás!
Os dois trocavam de corpo através do tempo! Genial!
Taki tenta de tudo para que possam trocar uma vez mais, e vai até um antigo templo, nos destroços da aldeia, quando as lembranças perdidas retornam sua mente. Ele se lembra que Miyamizu o encontrou em Tóquio, a três anos atrás. Mas naquele tempo, ele não conhecia ela!
Taki em 2016 (não sei se o anime se passa nesse ano, mas vamos supor que sim) troca com Miyamizu em 2013. Em 2013 ela conhece ele, sabe como ele é, e vai para Tóquio encontra-lo. Mas em 2013, Taki não a conhece, pois é só em 2016 que ele irá começar a ter essa complexa experiência, e enfim conhece-la.
Espero que seu cérebro não tenha dado um nó muito forte. Por conta disso, ele não reagiu da forma como Miyamizu esperava, mas a garota entrega a fita de seu cabelo a ele, fita essa que o acompanhava desde o início.




Mas ainda existe um cometa, e um desastre a ser evitado. As coisas se desenrolam de uma forma que nos leva a perguntar se realmente ocorreu alguma viagem no tempo, ou se foi tudo uma ilusão da cabeça de Taki. O fato é que as coisas mudaram.
E pra fechar a conta, os dois perdem as memórias um do outro. Ai pronto, não dá pra saber o que realmente aconteceu. Acaba que eles nem se encontram, e muitos anos se passam, cada um seguindo suas vidas, apenas com uma triste sensação de que algo está faltando.

Kimi no na wa pode nos proporcionar uma boa reflexão sobre paradoxos e linhas temporais, e nos entrega uma ótima história. Fico feliz de ter assistido um anime bom, finalmente. Um anime que falou com sentimentos, e me fez parar para ouvir com atenção. É isso, espero que tenham tido uma experiência vendo o anime tão interessante quanto eu. Até a próxima!

domingo, 30 de abril de 2017

O centauro de sagitário

Sou do tipo enrolão. A tempos estou querendo começar a ler tanto Next Dimension, quanto Episódio G, mas não começo. Então fico por aí, vendo spoilers que me aticem a curiosidade, e quem sabe não me deem o ímpeto de começar a ler.

Esses dias, tava lá no parceiro, Pra sempre Saint Seiya, e vi por lá um post sobre os capítulos mais recentes do Next Dimension, e olha, fiquei admirado! O que o Kurumada anda usando para escrever esse mangá?
Nos capítulos, foi revelado o cavaleiro de ouro de Sagitário da época anterior em que se passa o mangá. Gestalt de Sagitário, que possui a forma de um centauro!





Sim, o cavaleiro de sagitário dessa época é um centauro. E a história é ainda mais curiosa. Seu corpo é assim porque, no passado, quando a égua de Gestalt morreu, ele implorou a Odysseus (não sei quem é esse) que a revivesse. Odysseus então, muito sagaz, transforma Gestalt em um centauro. O cavaleiro acredita que sua parte animal seja sua égua revivida, e carrega-a consigo para onde vá.

A atitude do tal Odysseus é tipicamente de um ser da mitologia grega, mas não deixa de ser bizarro que entre os doze de ouro, um deles seja um centauro. Os capítulos posteriores revelaram que, na verdade, Odysseus não o transformara em centauro, mas o colocara sob uma poderosa ilusão, tão
poderosa que até os que estavam em volta o enxergava na forma bestial.
Sendo ilusão ou não, mesmo que tenha sido desfeita, tivemos por um bom tempo um centauro cavalgando por ai, disparando flechas e defendendo a casa de sagitário. Não me resta escolha, a não ser ler essa loucura!

domingo, 2 de abril de 2017

Levantem-se titãs!

Está começando mais uma temporada de animes! Não que eu acompanhe todos os que lançam (embora nessa temporada eu queira acompanhar mais de perto), mas essa já começa com tudo, com os dois pés na porta.
A segunda temporada de Shingeki no Kyojin finalmente chegou! E chegou com tudo. A abertura já chega mostrando o nível que vai ser:




Sensacional. Ação, violência e uma animação frenética como as coisas tem que ser. O primeiro episódio já começa com a revelação de que titãs gigantescos estão dentro das muralhas. Seriam elas feitas de titãs? A igreja aparenta saber a verdade, mas não planeja externa-la.
Em contrapartida, a muralha Rose parece ter sido violada, e titãs começam a aparecer em seu interior. Junto com eles, vem o grotesco titã bestial. Uma mistura de titã e macaco, no anime ele me pareceu bem mais bizarro, com uma pança enorme, e braços finos, mas muito compridos.
Toda a cena de luta, envolvendo o pobre Mike, que ficou para trás para segurar a invasão inicial ficou demais. E é claro, quando o bestial resolve falar, tudo fica sinistro e tenso. Mesmo sabendo como tudo ia se desenrolar, fiquei triste pelo pobre Mike, que teve não só seu corpo, mas sua alma devorada pelas feras.


Os titãs continuam grotescamente animados. Uns mais bizarros que os outros, eles são a personificação do terror. Ao que tudo indica, vai ser uma grande temporada. Grande, porém, pequena, já que somente 12 episódios. A esperança é que seja renovada para mais dois.
Vi uma conversa por aí de que produzir um anime de 26 episódio mantendo a qualidade da animação é algo difícil hoje em dia, então, para que a coisa saia bonita de se ver, como a gente quer, eles optaram por uma temporada menor. Se esse é o motivo, aplausos.
Aproveito pra comentar uma curiosidade. O que não falta é gente na internet agourando o anime, dizendo que agora vai entrar na parte de politicagem, e vai ficar ruim. Engraçado, povo que assiste anime tá acostumado a ver animes iguais naruto, onde crianças são definidas como líderes de suas aldeias, mesmo tendo em seus corpos um demônio de areia, ou tipo o Re:Zero, onde um bando de menininhas de cabelo colorido vão resolver toda a politicagem do reino, e quando algum mangá traz alguma abordagem um pouco mais densa, afinal, temos aqui uma história onde uma grande verdade vem sendo escondida da humanidade, e aparentemente, a igreja e a elite conhecem-na. Isso não tem como se resolver de forma simples. Gente, menos mimimi, se tu não gosta, não fica bostejando por aí.
Tendo ação, ou uma complexa trama política, tenho certeza que irei gostar.



Já Boku no Hero teve um começo bem lento, quase um episódio sumário. Haverá um torneio, um evento esportivo de visibilidade mundial, uma grande chance de ingressar em uma grande agência de heróis. Essa é uma ideia interessante, que os heróis sejam divididos por diferentes organizações, embora esse seja um assunto que provavelmente só será abordado no futuro, me deixou curioso.
Quanto ao torneio, é o clássico de todo Shounen, não é mesmo? Ao que tá parecendo, o anime vai dar um enfoque legal em alguns outros personagens que não tiveram muita participação na primeira (aquele ruivo de gelo), e torneios são sempre uma boa forma de explorar e desenvolver não só poderes, como também as personalidades da galera.
All Might, de longe o melhor personagem desse anime, está ainda pior em sua condição, não conseguindo manter sua forma nem por uma hora direito. Na visão dele, esse torneio é a oportunidade do jovem Midoriya assumir seu lugar como novo símbolo de esperança.
Só espero que nessa temporada ele seja menos chorão. Essa ideia por trás do All Might, e o símbolo de esperança é muito boa. Me faz pensar muito em quadrinhos, mais especificamente na Dc.
Como essa temporada vai ter 26 episódios, vão desenvolver as coisas com mais calma. Tem tudo pra ser uma boa temporada.

Vou ver se falo um pouco dos demais animes que for assistindo em outros posts. Mas não prometo nada, afinal, minha preguiça se tornou algo além de meu controle. Até a próxima!

sábado, 4 de março de 2017

Torne-se uma garota mágica, Pon!

Desde que assisti Madoka Magica (se você nunca ouviu falar, clique aqui), sempre que surge um anime sobre garotas mágicas com uma proposta mais sombria eu tendo a prestar atenção. Lançado na temporada de outubro de 2016, contando com 12 episódios, Mahou Shoujo Ikusei Keikaku, baseado em uma light novel, chegou prometendo sangue e violência envolvendo as coloridas bruxinhas.


O anime conta sobre a pequena Koyuki Himekawa, uma menina que desde sempre amou animes de garotas mágicas, e seu maior sonho sempre foi se tornar uma. Em sua cidade, rolam boatos de que garotas mágicas realmente existem, e elas tem sido avistadas cada vez com mais frequência.
E pra deixar a boataria ainda mais interessante, existe um joguinho de celular, que se não me engano, chama ikusei keikaku, que tem o poder de transformar as pessoas em garotas mágicas de verdade. É claro, Koyuki joga freneticamente esse jogo.

E pra sua surpresa, um bichinho chamado Pon surge, saindo de seu celular, e declara que ela foi escolhida para se tornar uma garota mágica! Então, Koyuki se converte em Snow White, e recebe a missão de cuidar de seu distrito, ajudando quem precisar.
As garotas mágicas recebem doces ao final de cada boa ação. E Snow White logo se torna a mais pontuada de todas as garotas mágicas, ganhando quantidades absurdas de doces todas as noites.
A protagonista começa a interagir com as demais garotas mágicas, nos apresentando aos demais personagens. Cada garota mágica tem um tipo de magia, e personalidades bem distintas. Ao todo, existem dezesseis delas, atuando na região.
E é aí que a história começa. Uma suposta crise no setor mágico fará com que o número de garotas mágicas deva ser diminuído pela metade, toda semana, a que tiver menos doces será demitida. E a demissão, como elas descobrem depois, significa... morte.


Sobreviver, custe o que custar, elas se dividem em grupos, entre as que não querem o conflito, as que irão matar se for preciso, e aquelas que só querem ver o circo pegar fogo. A situação vai degringolando, e as meninas vão se enfrentando, em combates cada vez mais violentos.
A proposta do anime é muito interessante. As temáticas em que ele se propões a trabalhar também são, cada menina tem um background de peso, mas a maioria, por existirem dezesseis personagens, acabam sendo abordados de maneira rasa. O anime também é cheio de momentos tensos e realmente tristes, mas também tem suas contrapartidas, com momentos em que tudo não parece ser mais do que desculpa pra violência gratuita.
É muito legal ver as lutas, como cada uma só tem uma habilidade, elas bolam uma estratégia de como melhor usar essa habilidade.  As reviravoltas nos resultados das lutas também são bem interessante, sendo que nem sempre a mais forte vence o combate. Foram várias as lutas que me surpreenderam no final.
Snow White é uma péssima protagonista, não moveu a trama em momento algum, não fazendo nada além de chorar. Precisando sempre ter alguém para protege-la, ela não fez nada, mas nada mesmo. Acho que deve ser a protagonista mais inútil que já vi.


Alguns personagens se destacam, como a Swin Swin e Ripple, cuja evolução durante o anime é visível. Mas não posso deixar de admitir, que a maioria me irritou profundamente, principalmente Calamity May, que só se achava a fodona.
Por ter seus bons momentos, mas acabar sendo muito raso na história, talvez pelo alto número de personagens (dezesseis personagens para doze episódios) o anime acaba não impactando muito, e o excesso de violência te deixa anestesiado em certo momento. Mas ainda assim, é um bom anime, vale a pena ver. É curtinho, rapidin termina.

Mahou Shoujo Ikusei Keikaku, leva um honesto 7.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Gantz:0

 Uma grata surpresa surgiu no Netflix hoje: o longa em cg do mangá Gantz! Intitulado Gantz:0, a animação saiu ano passado, lá pelos meados de outubro, e desde então eu estava aflito, me perguntando quando iria conseguir por minhas mãos nesse longa.



  Infelizmente, em nosso país não existe publico pra que esse espetáculo de cg vá para as telonas 9por mais que muitos gostem de anime, ainda é um público de nicho, e entre os oatkus, quem curte anime mais violento também não é maioria, imagino), mas fazer o quê, pelo menos nosso grande serviço de streaming vermelho nos trouxe essa belezinha.
  A animação, como todo longa em cg feito pelos japas está impecável, algumas expressões são assustadoramente realistas, enquanto as cenas de ação são tão fluídas que dá gosto de ver. A história é baseada no arco de Osaka do mangá, que pra mim é o melhor de todos os arcos, o longa tem algumas
modificações pra deixar a coisa mais adaptável para seus poucos 90 minutos.
  Francamente, tem umas porcaria ai que tem mais de duas horas (sim, Transformers) , então resta nos contentar com a pequena duração. O longa abre com o final do arco do Alien Oni, e olha, já de cara tem ação com as motos, o Kurono sendo o fodalhão que ele é, já de cara o filme me ganhou.
  A história segue com Katou sendo recrutado pelo Gantz, pela primeira vez. É atravez dele que as regras são explicadas e tudo mais, achei isso muito inteligente, conseguiram trazer a dinâmica do começo do mangá, com a trama empolgante de um arco que tá lá pela metade.
  Mas quase todos os elementos bons do arco estão presentes, tirando alguns personagens. Foi emocionante ver arma H em ação, bem como o Mecha gigantesco em batalha. Mas é claro, todas as atenções estão voltadas para o alien de 100 pontos.
  E  ele não deixou a desejar. Teve quase todas as suas formas (acho que só faltou uma), e a última foi gloriosa. Sim, ver a forma final desse cara foi de encher os olhos, quase que a realização de um sonho. E como a luta final foi emocionante. Mesmo conhecendo a história, fiquei na ponta da cadeira, vibrando com cada acontecimento.

 Agora vamos falar sobre o final. Foi bonito, quando descobrimos que na verdade, Katou já havia se libertado do jogo, foi uma grata surpresa. No final, temos um pequeno fan service, com o vislumbre de alguns personagens, e isso me deixou feliz. Todo o discurso sobre como o Katou é, e que ele não mudou nada também foi muito legal de ver.


  Foi uma boa adaptação. Conseguiram pegar uma parte do meio, e contar de uma forma que até o público novo vai gostar. Pra quem é fã, é um prato cheio. Ainda mais se levarmos em conta que o anime já saiu faz muito tempo. Que saudades de Gantz, começo a rezar aqui, para que o deus vermelho do Netflix traga a existência, um anime adaptando todo o mangá, sem finais inventados, por favor.
  Ou nem precisa, basta continuar esse filme. Por que o que fizeram aqui, me faz bater palmas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Mangás em páginas vermelhas e sangrentas

  Desde que acabei Sons of Anarchy, tenho sentido uma falta de propósito em minha vida. Mentira, só to com preguiça de começar outra série, já que a dos motoqueiros teve sete temporadas... e com animes eu ando tão nhé... nem sei que anime pegar pra ver.

  Mas encontrei dois mangás interessantes. O primeiro, dica do oriental Kendman, Prision Lab, conta sobre um jogo doentio, realizado por uma organização misteriosa, onde o participante indica uma pessoa, que será presa em um cativeiro. O participante, então poderá fazer com seu prisioneiro o que bem entender durante um mês, exceto matá-lo. Se em um mês, o prisioneiro descobrir a identidade do jogador, o prisioneiro vence. E se o prisioneiro for incapaz de dizer quem é a pessoa que o mantém preso, o participante vence.
  O personagem principal é Eyama Aito, um mongolão tipico protagonista, que sofre bully na  escola e tudo mais. A pessoa que ele mais detesta é Kirishima Aya, a garota que mais maltrata ele. Já sacaram, não é mesmo? Aito escolhe a menina para ser sua prisioneira, e ficar um mês a sua mercê.
  O mangá, onde li, só tinha até o capitulo 7, e bem, as torturas só estavam começando. Violência gratuita e tensão psicológica vão se desenrolando a medida que os demais participantes vão sendo apresentados, bem como a verdade por trás desse jogo. Tá bem interessante, aguardo por mais capítulos.


  O outro mangá, Dead Tube. Pelo que entendi, na história, existe um serviço de streaming de vídeos, chamado Dtube, onde você pode postar qualquer tipo de vídeo que você fizer. O protagonista, outro bundão, Machiya Tomohiro, é membro do clube de filmagens da escola, e é escolhido Mashiro Mai para filmar dois dias da vida da garota.
  Ele filma, de fato, dois dias completos da vida dela, indo com a câmera até mesmo no banheiro. Mas, ao final do segundo dia, acaba sendo pego de surpresa, quando Mai decide cometer um assassinato brutal que deixaria Negan do TWD orgulhoso.
  Pelo que deu pra entender até onde li, existe uma competição por views, e quem perde, algo pior que a morte acontece. Ainda tô só começando esse também, mas tá bem interessante.
 Ambos os mangás são violentos, se você for sensível é melhor nem chegar perto.


Mudando de assunto, andei jogando um Indie de dificuldade acima da média: Furi. Desenvolvido pela The Game Bakers, o jogo conta a história de um homem que foi preso em um mundo desconhecido, em uma prisão especialmente projetada para mantê-lo encarcerado. Determinado a fugir, você controla o protagonista, uma espécie de samurai tecnológico, pelos níveis da prisão. cada nível, protegido por alguém poderoso.


  Os guardiões são os chefões, e é tudo que você irá enfrentar nesse jogo. Sim, o jogo é só de Boss Battle, uma mais difícil que a outra.A dificuldade do jogo é extrema, tendo algumas partes que parecem até mesmo impossível vencer.
  Seu personagem não evolui, nem ganha mais poderes. Quem muda é você! Sim, enquanto jogava,
comecei a entender melhor algumas mecânicas do jogo, fiquei mais habilidoso em alguns quesitos, e cosias que no começo do jogo eu não conseguia fazer, lá pelo final fazia com facilidade até. E isso eu achei bem legal, ser você o que evolui com a experiência.
  A história do jogo tem bastante influência de animes. Não é um jogo pra qualquer um, e demanda grande paciência. Eu terminei a história, mas fui incapaz de vencer o Boss secreto.
O design do jogo é muito legal, cheio de cores e tecnologias, com guerreiros bizarros e samurais, o jogo carrega muita influência de anime, seja pelo formato da história, ou pelo comportamento dos personagens.


 E pra fechar o post, fiquem com ´nosso bardo, Cícero, em mais um de seus video de cantoria: