segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O que um vilão faz?

   O mundo está chocado com o retorno de The Walking Dead. Não se fala de outra coisa na minha timeline, tanto do Facebook quanto do Twitter. Negan chegou, e arrebentou com o coração dos fãs, que assistiram, impotentes, aos seus atos cheios de violência. É, atualmente, o vilão mais odiado pela galera, tomando o posto do psicopata do Ramsay.


   Negan é um personagem extremamente violento e cruel, destruindo a pauladas a cabeça de um dos mocinhos. O que me faz pensar: é isso que um vilão tem que ser. Um bom vilão, entra em cena, e quem está assistindo prende a respiração, e reza pra que dessa vez, tudo termine bem. Um vilão chega, e destrói todas as esperanças.
   Falo isso, porque muitos animes me saturaram com os clichês do vilão extremamente mal que acaba por não causar dano algum na história, não passando de escadas para o protagonista. As vezes
rola até aquele milagre safado, do heroizinho vencer alguém muito, mas muito mais forte que ele, e terminar por resolver a treta sozinho.
   Vilões devem surgir, e trazer consigo o desespero. Foi isso que Negan trouxe a tona, ao espancar até a morte dois dos protagonistas. Ele crava suas garras fundo na mente e no coração de todos que estão ali, que nunca mais irão esquecer o quão terrível é ir contra ele.
   Voldemort não podia nem ter seu nome mencionado. Ele cravou o medo tão fundo no coração das
pessoas, que ninguém tinha coragem de sequer dizer o nome dele. Joffrey era frágil, fraco e covarde, mas naquele trono, com a guarda real e soldados lannisters ao seu redor, aterrorizava todo o reino. E Ramsay? Surgiu de repente, quebrou Theon e Sansa, tomou Winterfell, acabou com Stannis, matou Rickon e Osha, e por muito pouco não sepultou Jon numa montanha de corpos. Freeza, com seu coração gelado, matava a esmo quem entrasse em seu caminho,dizimando planetas inteiros apenas por diversão. Sephiroth levou para sempre Aeris, e não importa quantas vezes você jogue, você nunca irá conseguir salvá-la!
   Um vilão não pode cair sem que um preço seja pago.

 
   Toda boa história tem que ter um bom vilão. E as vezes o vilão é tão bom, que rouba a cena.Jeffrey Dean Morgan com certeza conseguiu isso, e deve ter entrado para o hall da fama dos vilões, com seus trejeitos e sorriso sádico.
  E ai, quais são os melhores vilões? 

domingo, 23 de outubro de 2016

Life is Strange

     Adoro quando o jogo tem escolhas! Desde coisas simples,como escolher o que seu personagem irá dizer durante uma conversa, até coisas maiores, como escolher quem salvar, ou qual inimigo matar, sempre me cativam. E isso tem evoluído junto com as gerações, agora as escolhas causam impactos e mudam completamente a linha da história do jogo. The Witcher 3 trouxe isso em níveis jamais vistos, onde eu consegui uma história completamente diferente da de meu irmão, personagens vivos em meu jogo que no dele estavam mortos.
    A Telltale trouxe jogos de diálogos e escolhas para o centro das atenções de novo. E na onda, veio Life is Strange, jogo da Square Enix, do começo do ano passado, que mistura o gênero de escolhas com viagem no tempo. Como não adorar isso?



   
A premissa do jogo é algo simples, de primeira vista. Sim, a personagem principal, Max, pode manipular o tempo, mas ela não altera o curso da humanidade, nem impede uma gigantesca rebelião das máquinas. A história se concentra no cotidiano da escola Blackwell, na pequena cidade de Arcadia Bay, e mesmo a visão apocalíptica que temos logo de cara parece algo distante, quase impossível de acontecer.
    A história vai evoluindo e crescendo no decorrer de seus capítulos, junto com o drama dos personagens e a escala de poderes da Max, mas tudo com calma, bem feito e amarradinho. A trama é pesada, sobre perdas, abusos, bullying, e como a amizade pode superar todas as tragédias que cercam nosso cotidiano.
   Com gráficos artísticos, trilha sonora muito bem escolhida, e o carisma de todo mundo ali, o jogo se torna envolvente, e cada escolha que o jogador toma, na pele da Max, reverberará por todo o jogo (por isso pense bem antes de ir contra alguém, em uma discussão), mas o que é isso, senão um reflexo de nossas vidas?


    Maxine Caulfield, nossa personagem principal, é uma estudante de fotografia, muito talentosa por sinal, que havia ido embora de Arcadia Bay, após um triste evento de sua infância. De volta a pequena cidade, atraída pelo famoso professor de fotografia, Mark Jefferson, ela se sente meio solitária e deslocada.
   Alguma situação estranha tá rolando, uma das alunas, Kate Marsh, parece estar sofrendo bullying por conta de algum vídeo que anda sendo espalhado pela internet, e Max não sabe ao certo o que fazer para ajudar a amiga. Logo de cara, no começo do jogo, Max tem uma visão de um tornado destruindo a cidade, algo que parece não fazer muito sentido, mas forte o suficiente para tirar a atenção dela naquela manhã.
   Depois da aula, Max vai até o banheiro, no caminho, você pode ir interagindo com tudo e todos, algo que também me ganha em um jogo, me faz sentir que realmente eu faço parte daquele mundo. Enquanto ela fotografa uma borboleta, perdida por ali, um garoto entra no banheiro, seguido de uma garota de cabelo azul. Escondida, Max os observa discutindo, e então, o jovem saca uma arma, e dispara contra a garota.
   Chocada, Max vê a jovem de cabelos azuis agonizando, e quando se dá conta... ela voltou ao começo da aula, onde havíamos começado o jogo! Genial, me ganhou ai! Sou fascinado em viagem no tempo, e quando bem feito, temos histórias lindamente marcantes. Esse jogo me ensinou uma lição (eu que sou metido a escritor), pra uma história dessas ser boa, foque nos personagens! Sim! O
foco do jogo nunca são seus poderes, como os ganhou, ou até mesmo o futuro catastrófico que ela vislumbrou, mas sim a vida deles, e qual o impacto que os poderes de Max vão causar sobre todos ao seu redor.  Isso porque ela corre ao banheiro, e impede a garota de ser assassinada! E essa garota é sua antiga amiga de infância, de quem ela havia se afastado, Chloe Price!
   A partir daí, a trama se desenrola, algo obscuro está acontecendo na escola, algo envolvendo os poderosos Precott, e seu psicótico filho Nathan, e uma garota desaparecida, que era amiga de Chloe. Enquanto investigam as coisas, Max vai evoluindo seus poderes, e escolham e consequências caem sob seus ombros. Não te parece fantástico? Se você não jogou ainda, esse post termina aqui pra você. A partir daqui, Spoilers, e não aconselho-o a continuar.


    Cada final de capítulo é uma facada no coração. Não sei qual me deixou mais chocado, se o final do terceiro, quando, ao mudar todo o passado, Max se depara com uma Chloe tetraplégica em uma cadeiras de rodas, que te da um aperto no coração, por sinal; ou o impactante (e ponto alto do jogo, pra mim) final do quarto capitulo, quando tudo muda! Tudo!!! O verdadeiro maniaco era Jefferson, o professor boa pinta e gente boa, em quem depositei toda a minha confiança!Que reviravolta dos infernos!!!
    Os poderes de Max me lembraram os poderes do Dastan, do Prince of Persia (hehehehehehe, to
falando sério), uma pequena rebobinada no tempo aqui, pra desfazer uma cagada, uma congelada no tempo ali. Quando Max congelou o tempo, pra resgatar Kate no terraço, meu coração congelou junto. É incrível como quem tá jogando acaba imerso na trama, se preocupando com os personagens, e ficando aflito quando alguém tá em perigo.
   Naturalmente, quem mexe com o tempo, acaba encontrado formas de voltar muito no passado, e criar linhas do tempo alternativas. Mas cada alteração dessas só trouxe mais dor a Max, pelas escolhas que ela precisou tomar para deixar tudo como era antes.
   E conforme o jogo vai progredindo, a trama parece tão absoluta, tão terrível, que até nos esquecemos do tornado que parece estar vindo para acabar com a cidade. O legal de um jogo de escolhas, é que ele será único para cada jogador. cada um que pegar um controle, e se envolver em seus diálogos, terá uma experiencia única e diferente dos demais.
    Com o final do jogo, fica a grande lição. A vida é feita de escolhas (eita clichê, mas pera que não acabei de filosofar), e tudo que você escolher irá gerar uma perda. Não adiante buscar a felicidade plena e absoluta, você sempre irá perder algo, ou machucar alguém. Escolher entre a melhor amiga ou a cidade quer nos dizer isso. Não importa o que façamos, no final, nossas escolhas deixaram marcas em nossas almas, e teremos que aprender a viver com elas.
     O final do jogo é absoluto e completo, e não me arrependo da escolha que fiz! No final das contas, acho que não veremos um jogo desses assim tão já, algo que mexa com nosso emocional desse jeito. Life is Strange é poque de eu gostar de games. É uma história tão forte, contada de uma maneira tão intensa, que só os games sabem contar. E viver essas histórias, é algo que quem joga tem o privilégio de fazer.


Zumbis de promoção

   Tava perdendo meu tempo por ai, quando me deparei com o vídeo abaixo:



 
   As comportas do inferno se abrem, e uma horda ensandecida de pessoas em busca de desconto entram em enxorradas... meo deos, que isso? Ai a véia me faz o favor de cair, e começa o efeito cascata de pessoas caindo por cima, e fica uma mistura de carne humana com metais de carrinhos de feira... Krai, isso é demais, eu fico com pena dos pobres funcionários desse lugar, ter que trabalhar durante um apocalipse desses... e as pessoas não param de entrar!
  Uma pequena pesquisa preguiçosa,  se trata de um evento, aniversário da rede de mercados Guanabara, e deve rolar umas promoções sinistras pra comemorar a data. Mas sério, eu nunca me enfiaria nessa muvuca, nem que minha vida dependesse disso.




 Mano do céu!! As pessoas perdem a capacidade de serem civilizados! Muhahahaha! Imaginem se o surto zumbi começa ali, o paciente zero tá ali, tentando pegar umas brejas baratas?  Não tem como sobreviver...

sábado, 22 de outubro de 2016

Lá e de volta outra vez

       Está aqui! Uma nova cara para o CronicaEx!! Tentei por muito tempo (na verdade eu tentava por 10 minutos e então desistia) migrar nosso blog para o Wordpress, que é mais cheio de recursos, tem maior visibilidade nos mecanismos de busca do Google, e muitas outras vantagens. Mas a versão gratuita tem suas limitações, Uma delas são os temas, que na versão free só podem ser utilizados os que são disponibilizados pelo Wordpress.
      Não que os temas sejam poucos (não, eles são muitos), e nem que sejam ruins (não eles são ótimos), mas falhei em deixar um ao meu gosto. E dada a minha atual preguiça crescente e galopante, não estava afim de aprender a mexer lá. Então desencanei, e decidi ficar aqui no blogger mesmo, onde já sei mexer (nem tanto assim), e onde encontrei esse layout bacana no qual eu e meu irmão, Kaito, iremos personalizando e alterando ao longo dos dias.
     Então, o que acharam? Eu gostei bastante dessa minha nova casa. Alguns retoques e acho que ficarei satisfeito. Mas não pense você, meu caro leitor, que todo esse tempo sem novidades foi porque eu estava tentando migrar de plataforma. Não, claro que não.
     O blog ficou tanto tempo parado porque eu estou mais preguiçoso do que nunca. Atualmente, estou desempregado (sim, meu antigo emprego chegou ao fim, não sem quase me matar antes), o que me levou a um retiro espiritual. Eu quase desapareci por completo da face deste mundo, não fosse o Tiago, me dando trabalho e me fazendo sair do meu conforto, ninguém estaria me vendo por ai nesses últimos meses.
      Mas meu retiro espiritual acabou, e é hora de voltar a ativa por aqui. Não que eu vá voltar a gravar podcast, postar todo dia, escrever meus contos e livros, tirar o canal do blog do papel... não, eu continuo extremamente preguiçoso...e existe um mal, que cada vez mais cresce em minha mente e toma controle das minhas atitudes... Esse mal cresce cada vez mais, se espalhando pelo mundo... Netflix anda me dominando...

      São tantas as séries que enchem o catálogo, que eu me perco, crio uma lista, me perco outra vez, defino prioridades, e chega uma série nova e atropela toda a ordem... Eu nunca tive tanta coisa acumulada pra ver quanto tenho hoje, e isso só falando das séries...
 Mas chega de falar de minha tediosa pessoa. O blog está de volta, e eu to cheio de assunto, tenho tanta coisa pra escrever, que nem sei por onde começo. Mas o calor e as distrações da internet sempre me fazem perder o foco, e acabo sempre esquecendo sobre o que queria falar.



 É isso, pessoal. Um gmv legal, e um bem vindo ao novo, totalmente diferente mas ainda o mesmo, CronicaEx. Aplausos!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Uma jornada inesperada

  Bgs! Fui convencido a sair da caverna em que habito, e me lançar em uma atividade social massiva... Junto com meu pequeno irmão Kaito,  meu intrépido amigo Kenichi, desbravamos São Paulo, em uma van lotada de insuportáveis crianças, ao som de bandas sertanejas...

 Foi uma viagem longa, mas diante do evento, tudo valeu a pena:  um enorme templo a cultura gamer, com tudo que nós sonhamos ter e um pouco mais.

 As filas estavam gigantescas,tanto pra testar jogos, entrar em alguns estandes ou até mesmo pra comer. Então o jeito era traçar um objetivo, e ter paciência.
 O objetivo que Kaito e eu escolhemos foi assistir alguma conferência fechada da Sony. Tentamos primeiro The Last Guardian, e não conseguimos... Mas então logramos a de Horizon: Zero Dawn... Damian Pinnock, produtor do game, nos mostrou um gameplay estendido do exibido a E3, explicando alguns detalhes das armas, dos modos de combate e da história do jogo. Foi bem legal, e o jogo está incrível!



Por outro lado, Kenichi testou Gears of War 4. E abro um espaço aqui pra ele dar sua opinião:

"  Os tempos para se testar as demos não era muito ,pouca coisa mais que dez minutos, mas algo que dê pra ter uma certa experiência com o jogo. Infelizmente pude testar apenas um modo coop do jogo, onde com mais 3 pessoas se joga um modo horda onde tem de sobreviver o máximo de hordas possível. Esperava poder jogado um pouco do modo campanha e ter uma noção do que está por vir na história do jogo. 

   Os gráficos achei dentro do padrão, bem detalhados, parece que o jogo esta um pouco mais claro, não sei se foi uma melhoria ou se foi por conta do mapa ser um pouco aberto; a jogabilidade está OK, apesar de eu sentir dificuldades em relação a sensibilidade dos analógicos para mirar, mas nada que comprometa a diversãoEnfim, um mais um jogo que promete com seu lançamento, vamos aguardar e confirmar nossas expectativas."

  Infelizmente ninguém conseguiu testar o Vr... As senhas esgotaram muito rápido!Os cosplayers foram um espetáculo a parte. Simpáticos e cheios de alegria e carisma, tiramos uma porrada de fotos malucas com Arlequina,Rain, Snack... Foi divertido!
 Muitos action figures e cloth myths, card games e coisas legais pra se gastar dinheiro, mas graças aos deuses Kenichi e eu saímos de lá sem cometer nenhuma loucura financeira.



 O evento foi muito legal, e pra minha surpresa, gostei muito. Estava meio perdido, mas acho que fui bem pra uma primeira viagem.
 Estou até pensando em repetir a dose, e ir na Comic con...

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

PS4 Neo Retrocompatibilidade

     Uma fonte que trabalha, na linha de produção  da Foxconn, na produção do PS4 Neo, lançou o rumor de que o novo modelo do PS4 terá uma retrocompatibilidade com o PS1, PS2 e PS3.



     Segundo a fonte os jogos da retro seriam em mídia física, e digital, e Todos os jogos de PS4 rodariam, a 4k  30fps ou a 1080p 60fps. E o preço sera de 399 dólares, que em real é mais ou menos R$1306 que com impostos ficaria uns R$3000.
     Bom galera amanhã, pela parte da tarde, eu vou fazer uma live da beta do BF 1 la no meu canal, espero vocês lá!
 canal: https://www.youtube.com/channel/UCFkRBDYfTUxd-tqbeF9sjDA

Atualizado

Galera a live vai ser a noite, por conta da dlc do BO 3 que saiu hoje. Então a live vai ter BO 3 também, até a noite.




segunda-feira, 22 de agosto de 2016

De um milagre, nasce uma lenda


 Alguns animes são poderosos o bastante para marcar nossos corações de forma tão intensa que jamais saem de nossas lembranças. Seus personagens nos cativam, e no decorrer dos episódios, nos importamos com eles. E os eventos vão se desenrolando, formando uma teia que nos faz rir, chorar, comemorar e lamentar diante de uma bela história.


É isso que procuro quando assisto um anime. Uma boa história que me faça pensar, sentir e admirar. Madoka Mágica, em seus 12 episódios conseguiu me marcar, como um dos grandes animes que tive o prazer de assistir.
 Tudo começa com Madoka, a típica personagem principal, que leva sua vida feliz ao lado de suas amigas. Porém, de forma repentina, sua calmaria é perturbada por um estranho (e fofinho) ser chamado Kyuubei.
Este ser traz a ela uma proposta: ele concedera a Madoka um desejo, seja ele qual for. Em troca disso, ele a transformará em uma garota mágica, ganhando poderes para lutar contra as sombras.
 O anime traz uma grande desconstrução do gênero garota mágica. O quão difícil é para simples meninas enfrentarem criaturas tão maléficas, mesmo tendo poderes, sentimentos como medo, solidão, insegurança e dor trazem grande desequilíbrio ao emocional já instável delas.

 Nesse anime, o conceito é que garotas mágicas nascem de um desejo. E de uma maldição, nascem suas inimigas, as bruxas.
 A raiz de todo o mal em nosso mundo seriam as bruxas, responsáveis por sentimentos ruins, elas criam labirintos paralelos a nossa realidade, onde se escondem das garotas mágicas.
E essa é a grande missão das escolhidas: invadir os labirintos e destruir as bruxas.
A beleza do anime está na crueza em que retrata crianças enfrentando grandes perigos. Não há nenhuma personagem que não sinta medo antes de uma missão, suas emoções são intensas e bem trabalhadas, fugindo de muitos clichês que tornariam o anime desinteressante.
 E temos muitas reviravoltas. A trama surpreende várias vezes com o rumo tomado. Tudo na trama tem o seu porquê, seu propósito para mover as coisas, deixando tudo amarradinho para um bom final.

A animação é peculiar. Seus traços são simples e bem coloridos, algo característico desse gênero. Porém dentro de um labirinto de uma bruxa, a animação passa a ser psicodélica, misturando recortes com cg, trazendo de forma gráfica toda a insanidade daqueles seres.
Madoka Mágica é um anime que se faz valer, com seus poucos episódios nos conta uma história complexa, com personagens complexos, uma mistura de elementos e conceitos que nos entrega um anime muito bom, como já dito acima, um dos melhores que já assisti.


quarta-feira, 27 de julho de 2016

Hold the door!!!!!

 Nessa sexta temporada de Game of Thrones (que se você não viu ainda, esse post terá spoilers) vimos o gelo e o fogo se erguendo, os heróis que irão salvar o reino da longa noite.
 Nas frias terras do norte, Jon foi esfaqueado, e deixado para morrer. É claro que todos sabíamos que ele retornaria, por mais que a produção da série tenha se esforçado para manter o mistério. Mas feito gol do Brasil em copa do mundo, todo mundo vibrou quando Snow reabriu os olhos, tentando recuperar o fôlego.  


“Eu não deveria estar aqui”, relutante, confuso, Jon teria desistido de tudo, e ido pra Dorne tomar um solzinho. Afinal, seu juramento com a patrulha era até a morte. E ele morreu. Só que Sansa conseguiu chegar na muralha. Sim, a irmã com quem ele menos se dava.  Com os olhos marejados vimos finalmente Starks se reencontrando, em um abraço apertado e cheio de dor.



  Sansa sempre fora uma garotinha ingênua. Mas todas as coisas terríveis que ela teve que suportar, passiva ainda por cima, sem poder reagir, hora nas mãos do Joffrey, hora nas de Ramsay, mudaram sua alma. Ela está fria, decidida, e muito desconfiada. Sansa nessa temporada mostrou o porte de uma Stark: fria como o maldito inverno.
 Se Sansa estava na muralha, o grande vilão dessa temporada tinha que se erguer, e cometer vilanisses. Ramsay está terrível nessa temporada. E então é dia vs noite, bem vs mal, quando os dois bastardos alinham seus exércitos e nos dão uma das maiores batalhas de todos os tempos.

 Infelizmente, Rickon morre. E Jon parte para a luta sozinho. Estupidamente burro? Sim, mas também estupidamente linda a cena. Só não é melhor que a esmagadora violência da batalha, a confusão frenética de toda a cena.
 Os nonos episódios sempre nos deixam marcados, e dessa vez pudemos ver Winterfell sendo retomada por Starks. O norte é dos lobos outra vez, e uma vez mais nos ajoelhamos ante um rei do norte, o Lobo Branco.

A Batalha dos Bastardos entrou para a história





















  E do outro lado do mar estreito, Daenerys se depara com Dothrakhis novamente, aumenta seu exército ainda mais, consegue barcos, e finalmente deixa Meeren! Aleluia!! Ela agora possui alianças com Dorne, Jardim de Cima e um punhado de Greyjoy. O reino nunca esteve tão caótico. E ela tem três dragões. Só chegar e conquistar.
 O reino está um caos. O inverno chegou, algumas das maiores casas foram destruídas e a coroa repousa sob uma mulher insana. Cersei obteve sua vingança. Ao maravilhoso som de Ramin Djawadi, Light of the
Seven, vemos as peças se alinhando, o Alto Pardal preparando sua cartada final para aniquilar de vez as influências “pecadoras” da coroa e consolidar seu império, na melhor cena, sequência e montagem de Game of Thrones, a fúria da rainha Lannister fez o reino tremer e cair de joelhos.

 O que o futuro reserva para essa configuração política do reino? Temos Jon Snow Stark Targaryen como rei no norte, Euron Greyjoy rei nas ilhas de ferro, Cersei governando sabe-se lá quem sobrou leal a coroa, e Daenerys chegando. E correndo por fora, alguém com um poder maior que todos, cuja coroa é feita de gelo e sangue, o Rei da Noite, senhor dos caminhantes. Sua estação chegou, é hora de se fazer temer por todo o
reino.
 Muita coisa aconteceu nessa temporada. Foi a melhor? Na minha opinião, sim. A trama andou (principalmente nos dois últimos episódios), várias respostas nos foram entregues, junto com várias cenas com as quais vínhamos sonhando. Essa temporada montou um cenário. Um cenário caótico onde uma guerra colossal irá acontecer, e nós seremos privilegiados por poder testemunhar o que virá.

 Afinal, um personagem singelo segurou a porta, como um herói cumpriu seu destino, e nos deixou com lágrimas nos olhos. Isso é Game of Thrones. 


terça-feira, 26 de julho de 2016

Animação de Majora's Mask a caminho!!!

  Finalmente está a caminho de acontecer o que muitos fãs esperam a anos. O estúdio de animação EmberLab está produzindo um curta animado inspirado no game The Legend of Zelda: Majora's Mask, lançado para o Nintendo 64 em 2000.


  A história do jogo se passa em Termina, uma espécie de “mundo paralelo”, em que o protagonista Link deve tentar impedir que a lua colida com o planeta, provocando o apocalipse, após ser tirada de sua órbita pelo mascarado Skull Kid.
  Em 2008 se tornou final o trailer do filme em live-action The Legend of Zelda. Os fãs foram a loucura, mas tudo não passou de uma brincadeira de 1° de abril produzida pela IGN EUA.




  Em 2013 a empresa Imagi, mesma produtora da animação das Tartarugas Ninjas e do filme do Astro Boy, produziu um trailer a apresentou para Nintendo, com a intenção de levar o herói de Hyrule para os cinemas, porém ela recusou a proposta é o projeto foi cancelado.




  A animação de Majora's Mask ainda não possui data de lançamento. Confira o trailer:


segunda-feira, 4 de julho de 2016

Days Gone

 Apresentado pela Sony na E3 de 2016, um dos títulos que pretende fazer você repensar sobre jogos com a
temática zumbi.
 O game se passa-se nos Estados Unidos, num futuro não muito longínquo, dois anos após uma grande epidemia que transformou a maioria da população em criaturas muito perigosas denominadas de Freakers.
O jogador estará na pele de Deacon St. John, lutando contra hordas de infectados e superando as dificuldades encontradas pelo caminho.
 Você terá um vasto mundo aberto para exploração e muita ação.





 Exclusivo do PS4.

domingo, 26 de junho de 2016

Erased

   Boku Dake ga Inai Machi é um mangá seinen escrito e ilustrado por Kei Sanbe, que teve na temporada passada, um anime de 12 (ou seria 13?) episódios produzido pelo estúdio A-1 Pictures. Uma forma mais fácil de chamar o anime é Erased. 

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Lembro de ter enlouquecido com o primeiro episódio. O personagem principal, Satoru, possui uma habilidade genial: o “Revival”, que permite a ele voltar alguns minutos no tempo, sempre que algo ruim acontecesse. Quase que uma premonição, seu poder o leva a evitar vários acidentes ou impedir coisas ruins de acontecer.
  O legal é que o Revival vem sem avisar, e nem sempre ele sabe o que deve ser evitado. Então, quando seu “sentido de aranha” dispara, ele começa a procurar por algo errado. A sequência inicial é muito boa, e o anime já tinha me ganhado.
  Satoru já tem seus 29 anos, e seu passado meio que o assombra ainda. Quando criança, houve um terrível caso onde um serial killer havia matado algumas crianças, e isso já te diz o quão forte o anime será. Principalmente porque Satoru meio que se culpa por não ter feito nada para impedir uma das mortes.
  Mas já no primeiro episódio vem uma grande reviravolta, e alguns eventos da trama fazem o Revival desencadear de uma forma nunca vista antes pelo nosso herói. Ele acaba voltando 18 anos no tempo, na época da escola, antes dos assassinatos acontecerem.
  Sua mente apenas que retorna, seu corpo infantil tem a mente de um adulto, e ele passa a reviver seu passado com uma segunda chance de fazer as coisas diferentes. Mas, existe um agravante: o trauma o fez esquecer muita coisa.

Não devo contar mais nada. O anime tem uma história forte, cheio de momentos que dão um nó em sua garganta. Vemos muito sobre abuso infantil, como uma criança indefesa lida com isso, tem bastante sobre bullyng também.
  Alguns momentos ficaram muito marcados em minha mente, e deles o melhor foi quando a personagem Kayo toma um café da manhã na casa do Satoru. A pobre menina que vinha sofrendo nas mãos de sua mãe, ao ver a refeição no prato, desaba em lágrimas.
Os personagens são muito queridos, e é o ponto forte do anime, o como eles reagem e encaram tudo o que está acontecendo. Quem assiste se importa com aqueles pivetinhos correndo perigo. A trilha sonora também emociona, pontuando alguns momentos de forma grandiosa.

  Já o grande mistério do anime não tenha funcionado tão bem: tanto eu quanto o Kaito acertamos cedo quem era o serial killer. Como anime de mistério talvez não funciona tão bem. Contudo, não tira o brilho do anime.
 Então fiquem com essa dica, Erased, ou Boku Dake ga Inai Machi, a cidade onde só eu não existo. O nome do anime é sensacional. Até a próxima!