segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O deus e a criança

  No embalo do ultimo conto que postei aqui, tomem mais um. Dessa vez é um bem simples, de umas ideias antigas que tive, com ajuda do Pain aqui do blog. Apreciem:


O deus e a criança




    A criança corria alegremente por entre as árvores, rindo cada vez mais enquanto se afastava do monastério onde morava. O bosque, tão vivo e cheio de cores, afastava de suas memórias o cinza que predominava no orfanato. Aquela era uma hora única no dia, quando irmã Sellene acabava dormindo em sua confortável cadeira de balanço, com o livro sagrado em seu colo.
  A maioria das crianças aproveitava essa brecha para ir brincar nos fundos do monastério, onde o grande e velho salgueiro estendia suas sombras frescas. Mas a pequena Niandra não se dava bem com as outras crianças. Elas eram más, e gritavam coisas horríveis sobre sua mãe, e sobre seu sangue amaldiçoado. Por isso, a pequena corria para o bosque. Aquele era um lugar sagrado, e as crianças eram proibidas de ir até ali, o que tornava Niandra a rainha da floresta, com os pássaros e os pequenos esquilos como súditos.
   Estar ali era sua felicidade. Corria atrás dos esquilos, cheirava o perfume das flores, admirava o canto dos pássaros, e rolava nas folhas secas que se amontoavam aqui e ali. E ninguém estava ali para repreende-la. Mas o lugar favorito de Niandra era um lago. Ficava bem no centro do bosque, em uma clareira rodeada por árvores altas e velhas. O lago, de águas cristalinas, era cheio de peixes, e a menina adorava ficar sentada, com os pés dentro da água, olhando os peixes nadando. Ficava por lá até o entardecer, quando tinha que voltar, a tempo de chegar antes da velha clériga acordar.
   Dessa vez não seria diferente. Já estava ansiosa por ver as águas com o sol refletindo, e corria apressada em direção ao lugar. Quando passou pelas altas guardiãs, e por fim entrou na clareira, levou um susto. Havia um homem alto, parado em pé perto do lago. Era muito alto, e Niandra sentiu um certo receio de se aproximar mais. De costas para ela, o homem não a percebeu, ao que a menina ficou imóvel, observando-o. Foi então que ela se deu conta de que não era uma pessoa normal. Sua pele era escura, como o céu a noite. Parecia que por baixo de sua pele, inúmeras estrelas pairavam, se movendo devagar e brilhando por todo seu corpo. Seus cabelos eram brancos, e pareciam ser feitos de fumaça, ficavam se mexendo de forma graciosa em várias direções.
   Niandra ficou encantada. Algumas das estrelas brilhavam mais que as outras, e observando, a menina teve a impressão de estar olhando para uma imensidão sem fim. O ser então a notou. Virou-se para ela. Seu rosto era sereno, parecia ser muito velho, mas também muito sábio. Seus olhos eram como olhar diretamente para o sol, eram brilhantes e profundos.
    A pequena menina, encantada, se esqueceu do medo, e chegou mais perto. Foi até a beira do lago, e, se sentando, disse, olhando para o ser fascinante:
– Eu gosto de vir aqui, e ficar olhando para o lago.
– É um lugar muito bonito – respondeu o ser, com uma voz profunda e triste – nunca estive aqui antes, mas quis parar para apreciar a beleza.
– Às vezes aparece um peixinho vermelho – ela continuou apontando para o interior do lago – mas eu nunca consegui pegar ele. É muito rápido.
– De onde você vem, pequenina? – O ser perguntou, e sentou ao lado dela
–  O monastério, subindo a colina.
–  Um orfanato?
–  É sim. Tem várias outras crianças lá. Mas eu não gosto delas. Elas são más.
– Por que diz isso? – O ser indagou, falando lentamente – elas te fazem mal?
– Elas não gostam de mim. Ficam me chamando de filha de bruxa. Às vezes, atiram coisas fedidas em mim.
– Aquele monastério é uma igreja, não é mesmo?
– É sim – respondeu a menina, olhando para o ser – vem cá, moço, o que você é? Nunca vi ninguém igual.
– Eu sou um ser do passado, minha criança. Teu povo escolheu me esquecer. Nem as lendas contam mais sobre minha existência. Meu nome é Ijhegar, sou um deus criador.
– Deus? – A menina perguntou, desconfiada – A irmã Sellene disse que só existe um deus, e que os outros são demônios mentirosos.
– Seu povo escolheu assim. Acreditam apenas em Vhynna, e desprezam todos os outros.
– Então existem outros deuses?
– Existem.
– Irmã Sellene é uma mentirosa então?
– Não, ela apenas não conhece a verdade. Seu povo ficou cego por conta dessas religiões, e as igrejas se tornaram o motivo de viver de muitos. E por conta disso, eles vão a guerra, para defender sua crença, contra a de um povo com crenças diferentes. Tudo isso me entristece.
– Me deixa triste também. Minha mãe acreditava em outra deusa.
– Qual?
– Tezra, acho que era assim que ela chamava.
– A deusa da vida – Ijhegar respondeu, com saudosismo – eu a conheci. Os elfos são o povo mais ligado a ela. Mas isso quer dizer que você não vivia nessa região?
– Não, eu morava bem longe daqui. E tinha muitos elfos perto da minha casa, eu lembro. Minha mãe fazia magias. Ela curava as pessoas.
– Como ela fazia isso?
– Com umas plantinhas cheirosas, e cantando. As pessoas ficavam boas, e todo mundo gostava dela.
– Ela era uma clériga de Tezra. A magia da vida retira a energia da natureza, para o bem. Entendo, por isso chamam sua mãe de bruxa.
– É. Os homens da igreja vieram, e levaram ela. Meu pai nunca quis me contar pra onde, mas a irmã Sellene me disse que ela foi queimada numa fogueira, pra limpar os pecados.
– Eu lamento, criança. Mas deve ser verdade. Seu povo não aceita outras crenças. Sua mãe foi uma grande mulher.
– Às vezes eu choro sabe? – Os pequenos olhos da menina começaram a ficar úmidos – sinto saudades de ver ela cantando. Ela nunca quis fazer mal a ninguém. Mas aí os homens da igreja exigiram que meu pai me entregasse, ou eles iam matar ele. Eles disseram que eu seria uma serva, para compensar pelos pecados da minha mãe.
– E ele aceitou?
– Ele não queria. Me abraçou, chorando e pedindo desculpa. Mas os homens eram grandes, e tinham armaduras. Ele teve que me entregar.
– Então, aí te trouxeram para cá.
– É. Aqui eles me ensinam essas coisas de deus sabe. E também, me limpam de meus pecados – a menina mostrou as marcas em seus braços – eu não gosto de ficar aqui. O senhor devia sair também, se descobrem que tem outro deus aqui, vão ficar furiosos.
– Estou apenas de passagem, pequena, não se preocupe.
– É? O que veio fazer aqui?
– Um dragão vive por estas terras, e ele despertou. Vim até aqui convencê-lo a não fazer nenhum mal.
– E conseguiu? – A menina perguntou curiosa– eu nunca vi um dragão!
– Ainda não fui até ele. Pensei em primeiro falar com essas árvores. São antigas e sábias, e conhecem esse dragão melhor do que eu.
– Você fala com as árvores? – Niandra parecia muito empolgada – me ensina? Quero ter mais alguém pra conversar!
– Levaria muito tempo, menina. Lamento.
   Tempo. A palavra a fez lembrar de voltar. Já estava escurecendo, a irmã já deveria ter acordado. Ela seria castigada por isso. Levantou-se de repente, e com um certo espanto no rosto, começou a correr.
– Desculpe, eu tenho que voltar!
   Correu, na direção do monastério, deixando a entidade para trás. Sentia-se fascinada, mas triste. Nunca mais o veria por ali, e ainda teria que ficar de castigo, sem o jantar, trancada no quarto da penitência. Engoliu o choro e continuou correndo.
  Nem se deu conta de que havia entrado na clareira outra vez, e estava de cara com Ijhegar.
– As pessoas normais não podem me ver – explicou ele, se aproximando da menina – nem mesmo me ouvir. A muito tempo não tenho uma conversa tão agradável quanto essa, embora o assunto tenha sido triste.
– Eu também gostei – ela respondeu, confusa
– Não há dúvidas de que você é como sua mãe. Não deve voltar ao orfanato, a menos que queira. Posso te levar para ver o dragão. E depois podemos procurar por seu pai. Posso cuidar de você, se essa for a sua vontade.
   A menina não soube o que responder. Correu e abraçou a entidade, chorando. Ela não imaginava, mas Ijhegar também estava chorando. Chorava por se lembrar do amor que as pessoas sentiam por ele e seus irmãos, nos dias de glória. Mas a dor do esquecimento o fizera esquecer de tudo.
   A pequena Niandra agarrou firme a mão do deus esquecido, e foram caminhando na direção oposta à do orfanato. Ela não seria vista por aquelas pessoas em um bom tempo. Naquela tarde, os mais sensíveis perceberam que algo havia acontecido. Mas não imaginavam que havia sido algo tão simples.
   A ingenuidade de uma criança havia conquistado o quebrantando coração do deus antigo. Mas aquela era uma entidade simples, repleta de bondade e compaixão. Levou a criança consigo, a fim de cria-la. O resultado disso, nem mesmo ele imaginara.
   O nome Niandra estaria destinado a ecoar em toda a criação. Por toda a eternidade.



 Três contos em um período curto de tempo. Agora deve demorar até ter mais...

Mangás em páginas vermelhas e sangrentas

  Desde que acabei Sons of Anarchy, tenho sentido uma falta de propósito em minha vida. Mentira, só to com preguiça de começar outra série, já que a dos motoqueiros teve sete temporadas... e com animes eu ando tão nhé... nem sei que anime pegar pra ver.

  Mas encontrei dois mangás interessantes. O primeiro, dica do oriental Kendman, Prision Lab, conta sobre um jogo doentio, realizado por uma organização misteriosa, onde o participante indica uma pessoa, que será presa em um cativeiro. O participante, então poderá fazer com seu prisioneiro o que bem entender durante um mês, exceto matá-lo. Se em um mês, o prisioneiro descobrir a identidade do jogador, o prisioneiro vence. E se o prisioneiro for incapaz de dizer quem é a pessoa que o mantém preso, o participante vence.
  O personagem principal é Eyama Aito, um mongolão tipico protagonista, que sofre bully na  escola e tudo mais. A pessoa que ele mais detesta é Kirishima Aya, a garota que mais maltrata ele. Já sacaram, não é mesmo? Aito escolhe a menina para ser sua prisioneira, e ficar um mês a sua mercê.
  O mangá, onde li, só tinha até o capitulo 7, e bem, as torturas só estavam começando. Violência gratuita e tensão psicológica vão se desenrolando a medida que os demais participantes vão sendo apresentados, bem como a verdade por trás desse jogo. Tá bem interessante, aguardo por mais capítulos.


  O outro mangá, Dead Tube. Pelo que entendi, na história, existe um serviço de streaming de vídeos, chamado Dtube, onde você pode postar qualquer tipo de vídeo que você fizer. O protagonista, outro bundão, Machiya Tomohiro, é membro do clube de filmagens da escola, e é escolhido Mashiro Mai para filmar dois dias da vida da garota.
  Ele filma, de fato, dois dias completos da vida dela, indo com a câmera até mesmo no banheiro. Mas, ao final do segundo dia, acaba sendo pego de surpresa, quando Mai decide cometer um assassinato brutal que deixaria Negan do TWD orgulhoso.
  Pelo que deu pra entender até onde li, existe uma competição por views, e quem perde, algo pior que a morte acontece. Ainda tô só começando esse também, mas tá bem interessante.
 Ambos os mangás são violentos, se você for sensível é melhor nem chegar perto.


Mudando de assunto, andei jogando um Indie de dificuldade acima da média: Furi. Desenvolvido pela The Game Bakers, o jogo conta a história de um homem que foi preso em um mundo desconhecido, em uma prisão especialmente projetada para mantê-lo encarcerado. Determinado a fugir, você controla o protagonista, uma espécie de samurai tecnológico, pelos níveis da prisão. cada nível, protegido por alguém poderoso.


  Os guardiões são os chefões, e é tudo que você irá enfrentar nesse jogo. Sim, o jogo é só de Boss Battle, uma mais difícil que a outra.A dificuldade do jogo é extrema, tendo algumas partes que parecem até mesmo impossível vencer.
  Seu personagem não evolui, nem ganha mais poderes. Quem muda é você! Sim, enquanto jogava,
comecei a entender melhor algumas mecânicas do jogo, fiquei mais habilidoso em alguns quesitos, e cosias que no começo do jogo eu não conseguia fazer, lá pelo final fazia com facilidade até. E isso eu achei bem legal, ser você o que evolui com a experiência.
  A história do jogo tem bastante influência de animes. Não é um jogo pra qualquer um, e demanda grande paciência. Eu terminei a história, mas fui incapaz de vencer o Boss secreto.
O design do jogo é muito legal, cheio de cores e tecnologias, com guerreiros bizarros e samurais, o jogo carrega muita influência de anime, seja pelo formato da história, ou pelo comportamento dos personagens.


 E pra fechar o post, fiquem com ´nosso bardo, Cícero, em mais um de seus video de cantoria:


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Conto - O cavaleiro na torre

  Bora trazer contos aqui pro blog? Bora!! Comecemos com uma pequena lenda que circula pelo reino de Eternal:


O cavaleiro na Torre


   Existe uma lenda muito comum em Refiuge, que conta sobre um cavaleiro fantasma que vaga pela floresta de Gedri, durante as noites mais escuras. De elmo fechado a lhe ocultar o rosto, com uma armadura desgastada e repleta de rachaduras, o cavaleiro vagueia pelas sombras, empunhando uma espada que emite uma luz bruxuleante e azul.
  O cavaleiro ronda os arredores da Suplicante, a torre cujo formato quebrado lembra uma mão retorcida, clamando aos céus por piedade. A torre, abandonada a muito tempo, é um lugar de temor e espanto, poucos tem a coragem necessária para se aproximar.
  O brilho azulado pode ser visto da grande estrada que circula a floresta negra, e é um sinal agourento aos viajantes. Muitos dizem que o cavaleiro vaga em busca de uma princesa a quem ele jurara lealdade, mas que por infelicidade havia morrido naquelas terras. Muitos dizem que em algumas tardes, uma música chorosa se eleva por entre as árvores, vinda da pobre alma da princesa, tentando ser encontrada.
  Outros dizem que o cavaleiro anda em busca de pessoas más, as quais ele irá cortar a cabeça com sua espada amaldiçoada, e então arrastar a alma maligna para aprisionar na torre. As almas presas ficam então, assombrando a Suplicante.
  O que poucos se lembram, é do porque aquela torre foi construída. Nos dias antigos, quando as bordas da floresta Gedri eram mais afastadas, a estrutura fora erguida.
  Feita de rochas escuras, e coroada por um pináculo, a torre se erguia contra o céu. A estrutura era robusta e poderosa, e se chamava Shellion, e sua forma em nada se parecia com uma mão retorcida.
   Sua construção fora ordenada por Vhynna, a deusa da ordem. A torre iria abrigar uma gloriosa irmandade de cavaleiros, os Kendrian, que iriam vigiar os limites da floresta, e impedir que os seres das sombras pudessem andar livremente pelo reino.
  Juramentados, a irmandade vigiava a floresta dia e noite, por várias gerações. Ganharam notoriedade em Refiuge, e o amor do povo a quem protegiam.
  Mas a sombra caiu sobre o reino. Quando Adramar reuniu sua horda no coração da floresta, a irmandade tentou, a todo custo, impedir a avanço dos demônios. Mas a torre foi apenas um pequeno empecilho no caminho do lorde demoníaco, que dizimou a irmandade, e destruiu a torre, lhe dando a forma da Suplicante.
  De todos os gloriosos cavaleiros, apenas um sobreviveu. Belmont, o destemido. O cavaleiro jurou, sobre os corpos de seus irmãos caídos, que derrotaria Adramar.
  Muita dor e muitas batalhas aconteceram naqueles dias sombrios, mas Belmont manteve sua palavra, e esteve presente na derradeira batalha que daria um fim as ambições de Adramar. Mas na luta, Belmont pereceu.
  Edros, o deus do tempo, se comoveu com a bravura do cavaleiro. Pediu aos seus irmãos deuses que considerassem recompensar Belmont de alguma maneira. Adramar, um lorde demônio, era um ser imortal. Os deuses, então, o prenderam nos alicerces da Suplicante, e reviveram Belmont, para se tornar o guardião do local.
  O cavaleiro deixou de ser um humano, e se tornou um Medriath, um ser etéreo, cuja força provém dos deuses que o fizeram. E toda a história sobre a torre e a irmandade foi esquecida, para que ninguém se lembrasse onde Adramar jazeria preso.
  O cavaleiro da torre, do qual muitos têm medo, não é uma assombração, nem uma alma perdida. É o último de sua ordem, e carrega em seus ombros, uma missão.

  E irá desempenhá-la, mesmo que essa missão seja eterna.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Eternamente SAMCRO

    Meus amigos, acabei de ver uma excelente série, uma que facilmente entrou em meu top 5 de melhores séries. Sons of Anarchy, série  do canal Fx que foi transmitida entre 2008 e 2014. A série conta sobre o clube de motoqueiros de mesmo nome da série, que atua na pequena cidade de Charming, envolvida em tráfico de armas e disputas territoriais entre gangues.




  A série segue Jax Teller, vivido por Charlie Hunnam, que é o vice-presidente do grupo. Com o nascimento de seu filho, Jax começa a questionar o modo de vida que ele e o clube levam, e começa a tentar buscar atitudes diferentes para as situações que os envolvem.
  "Uma série de motoqueiros?" você me pergunta. Sons of Anarchy é muito mais que isso. Sete temporadas, de 13 episódios cada, nos levam em uma grandiosa construção de personagens, e relações que são mais fortes que o aço.
  As primeiras temporadas são dedicadas em nos fazer conhecer e se importar com os personagens. Eles são vários, possuem relacionamentos diversos, e sem pressa, a série pega em nossa mão, e vai nos apresentando com calma, um por um. Quando você se der conta, já estará tão submerso entre os personagens, que irá se importar com todos eles.
  O ponto mais forte dessa série é a relação de família que o grupo tem. Todos se consideram irmãos, e fariam de tudo pra proteger o clube. Nada é mais importante do que a família que eles tem ali, e tentarão a todo custo, manter todos unidos.


 

    A série também conta com relações familiares conturbadas, já que o grupo foi fundado por Jhon Teller, pai de Jax, que, ao morrer em um acidente de moto, deu lugar a Clay Morrow como líder. E não foi só a liderança que Clay herda de seu amigo Jhon: Gemma, a esposa, mãe de Jax, acaba por ficar com Clay. Uma família problemática, não?  Gemma, a mãe de Jax, é uma das personagens mais cabeçudas de todos os tempos. Manipuladora, ela não aceita de forma alguma que alguém tire seu
filho ou seu neto de sua "proteção matriarcal", e muitas vezes ela fica cega por suas próprias mentiras, enterrada em suas maquinações.
  Os personagens são carismáticos. Muito carismáticos. Difícil escolher qual se destaca mais, mas já sabemos que, quanto mais querido são os personagens, maior a dor da perda. Sim, a série não nos poupa de sofrimento, e existem episódios que são verdadeiras facadas em nossos corações.
  Isso porque a trama não é previsível. Muito pelo contrário, sempre que algo parece prestes a dar certo, as coisa encaminhando pra tudo ficar bem, alguém faz uma escolha absurda, e põe tudo a perder outra vez.
  Reviravoltas, traições e tragédias, fazem da série uma montanha russa de emoções. E nunca existe a certeza de que tudo terminará bem. Ninguém está seguro nessa série, e o ceifeiro pode pegar quem menos esperamos.



 
  A trilha sonora é uma coisa a parte. Ela reflete diretamente o sentimento que impera em cada episódio. Perdi a conta de quantas vezes a trilha me deixou arrepiado, e tive que correr pra buscar o nome da música que tava tocando. Acho que nunca vi musicas casarem tanto com cenas quanto nessa série.
  A série conduz tão toda sua história, que nos importamos até mesmo com personagens secundários. E isso é fantástico. Senti cada morte, cada reviravolta, cada lágrima derramada, ecoando em minha alma. É esse tipo de história que mais nos marcam, aquela que quando acaba, nos deixa com saudades dos grandes personagens que tivemos o prazer de conhecer.
  Ainda falarei mais dessa série por aqui, das próximas vezes, com spoilers. Aqui fica essa grande dica, de uma série que vale, mas muito a pena, ser assistida.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Cicero no violão e algumas coisas mais

   E ai meu povo! Odeio segunda, acordei hoje com a sensação corpórea de ter sido esmagado por um caminhão a 120 k/h. Ao tentar me levantar, todas as juntas possíveis estalaram. Agora estou aqui, tentando me espremer pra ver se sai um post.
  Quero começar falando sobre o canal de um dos membros aqui do blog. O nosso bardo, Pi, ou Cicero Souza, começou a postar os vídeos dele com um violão. Estou permitindo isso apenas pela promessa que ele ainda vai gravar um cantando rock.




Pra quem quiser acompanhar o trabalho do nosso jovem bardo, se inscreva no canal, clicando aqui. Eu estarei postando os vídeos novos conforme ele for fazendo-os.
  E por falar em música, esses dias eu assisti o filme 8 mile, aquele com o Eminem. Em minha tenra juventude, fui muito fã do rapper, e até hoje não havia visto o filme. Ao contrário do que pensei, não é sobre  a vida dele (embora provavelmente algumas coisas foram baseadas), mas uma história sobre a dificuldade de um rapper branco em conseguir respeito e conhecimento.




  A trama do filme gira em torno de Rabbit (o Eminem) e seus dramas com sua mãe, suas dificuldades em manter o emprego, e no sonho de gravar uma demo e ser contratado por uma gravadora. O filme não é nada demais, mas é bem legal, me divertiu.
 A dinâmica do Rabbit com seus amigos ficou muito legal, e a batalha de rap que acontece no final do filme foi muito maneira.  Filme nota 7, divertido e despretensioso. Agora o título dele em português...

8 mile - rua das ilusões

 Mudando de assunto, tivemos o Super Bowl ontem, recheado de spots de filmes. Saiu uma penca ,e pra não ficar muito grande, vou postar os dois que achei mais interessantes. O primeiro, o teaser da segunda temporada de Stranger Things.



  Meu Odin, o que é isso? Os produtores já haviam comentado que a segunda temporada seria mais sombria, ao que tudo indica o Will agora terá alguma conexão com as criaturas do mundo invertido, ao ponto de talvez atraí-las pro nosso mundo. Será que as dimensões vão começar a se misturar? E o que é aquele monstro gigantesco? Outubro... mal posso esperar!
  E pra fechar o post, o clima descontraído que vai reinar em Guardiões da Galáxia vol 2. Esse filme vai ser demais:



sábado, 4 de fevereiro de 2017

5 anos

  E hoje nosso blog chega a cinco anos de existência! Poxa, como o tempo passa rápido, parece que foi ontem que Ragnar criava o blog e me obrigava a participar dele. Nesse tempo, já tivemos muita discussão interna (sempre entre Kenichi e eu), um canal que até hoje eu não arrumei, um podcast que foi deixado pra outra era, apenas alguns contos escritos e muito texto maluco escrito por nós.


  E eu sou amarradão nesse atual layout. Hoje em dia não estamos muito ativos, muita coisa mudou desde que o nome CronicaEx veio a existir. Ando escrevendo aqui apenas por hobby, e deixei cada membro em paz. Já não tenho paciência pra pegar no pé deles, um dia, eu talvez volte a ser infernal como era antes.
  Mas o fato é que ultimamente eu enfrento um grande dilema quando vou escrever aqui. Ou eu faço um post ou dou continuidade ao livro/conto que  estou escrevendo. Ai vai da minha empolgação, se é o blog que tá me animando mais, e escrevo aqui, se eu tô no gás pra escrever a história, eu trabalho no livro. Por isso, se o blog ficar uns dias sem post, esse é o motivo. E é claro, quando o livro estiver concluído (o que vai demorar), eu vou postar aqui.
 Mas deixando as desculpas costumeiras de lado, vamos falar um pouco sobre o vídeo que fiz esse ano. Nele, cada membro escolheu um personagem para representá-lo, e dessa forma, temos:

Gilgamesh de Fate Zero - Jyuuken
Ragnar de Vikings - Ragnar
Okarin de Stein's Gate - Okarin
Takamura de Hajime no Ippo - Kendman
Link de Zelda - Rafic
Dante de Devil May Cry - Kaito
Kenichi de Deshi Kenichi - Kenichi
Darth Vader  - Ico
Wolverine - Barbossa
Homem de Ferro - Pi
Pain - Pain
Naruto - Rpg

 É claro que nada disso importa muito. Enfim, só quero dar um pouco de sentido pra essa suruba de personagens. Ó o video:





  Agora vamos falar um pouco sobre nós. Porque somos muito interessantes, não é mesmo? Vamos responder essa pergunta que não quer calar em sua mente: afinal, quem são vocês? O que é o CronicaEx? Senta que lá vem história:

       Dos tempos imemoriáveis, quando os deuses viviam entre os mortais, houve um grupo que desafiou a ira dos deuses. Foram nos dias obscuros, quando o grande reino Lhezar estava caindo em desgraça, por terem desobedecido aos desejos de Meykai, o deus supremo da criação.
      Naqueles dias, uma tropa de anjos repletos de glória e esplendor marcharam para o coração do reino, com a intenção de matar qualquer alma viva que encontrassem. Mas eles não imaginavam que iriam encontrar tão formidável resistência. 
      Hoje, muitos se perguntam quem eram aqueles homens que, de forma destemida ou insensata, defenderam a cidade da ira angelical. E de fato, são poucos os que se lembram de todos os detalhes. Aqueles eram tempos de sombra e morte, mas também de glória e grandes  feitos para os que tivessem coragem. O estandarte daquele grupo era um dragão vermelho. Simbolo esse que todos já haviam aprendido a temer e respeitar. 
      Eram chamados de CronicaEx, um nome que fazia pouco sentido para nós. Mas eu os conheci. Convivi com eles, e mesmo todos esse longos anos que suportei através das eras apagou a admiração que tenho por eles.
       O grupo foi criado por um homem chamado Ragnar. Um homem de alma livre, que diziam ter descoberto o caminho através do Livdrad, o rio da vida, que conduzia entre os mundos da criação. Diziam que ele havia viajado por lugares que nenhum outro mortal jamais foi ou irá. Era formidável com a espada, e sua voracidade em batalha era descomunal.
       Mas quem os liderava era Jyuuken. Ambicioso e perspicaz, seu forte era a diplomacia. Conseguia aliados ao grupo, e seus discursos inflamavam os mais tímidos dos soldados. Por mais desesperadora que fosse a situação, nunca vi esse homem recuar em uma batalha. Tinha total confiança nos companheiros que estavam ao seu lado.
        Kendan era um  guerreiro do povo de Khoe, com olhos estreitos e atentos. Lutava com uma espada diferente das usadas em nosso reino, a chamada Katana. Era capaz de terminar um luta com um golpe simples e limpo dessa espada incomum, que diziam ser amaldiçoada. O fato era que destroçava tudo que encontrava.
        Entre eles, havia um semideus. Okharyn, filho de Edros, o deus do tempo. Dizia-se que ele viera do futuro, trazendo ao grupo orientações sobre o que deveria ser feito. O tempo era sua arma, e ele o manipulava como bem entendia. Algo incrível de se testemunhar.
         Havia também, um necromante. Rafych, um dos guardiões do poço das almas. Era capaz de evitar as garras da morte. Era um homem de grande coração, entretanto, contrariando a fama dos magos negros. Seu poder eta tremendo, mas nunca o usava para o mal.
       Kaitho era o irmão mais novo de Jyuuken. Cabelos brancos, como dizia a crendice popular, era sinal de alguém que morreu e voltou. Nunca ninguém pode confirmar essa teoria, mas Kaitho possuía um poder incomum. Ele manipulava o sangue. Bastava um pequena ferida, e ele arrancava todo o líquido vermelho do corpo de seus inimigos.
         Havia também um monge, da antiga ordem de Fellinar, o deus da paz. Seu nome era Kenichi, um homem sábio e contido. Não usava armas, e mesmo em uma batalha campal, saia ileso. Sim, lutava contra cavaleiros usando apenas seus punhos, que eram o suficientes para destroçar tudo que encontrasse.
       O grande pirata conhecido por Barbhozza também fazia parte desse grupo. Um guerreiro voraz, que já desbravara os confins do mundo, onde o mar é escuro e as coisas não fazem sentido. Voltara de lá com uma espada lendária, a Khedraga'n, que diziam ter pertencido ao próprio Meykai. Era um homem de uma lábia infernal! Deve ter enganado o deus, disso não tenho dúvidas!
      Ycoh é um nome lendário, lembrado até hoje. Membro da guilda dos inventores, usava armas incomuns que lançavam raios, fumaça explosiva e coisas que nem a magia conseguia explicar.  Um gênio totalmente a frente de seu tempo, responsável por muitas das máquinas de guerra que hoje os anões utilizam em sua guerras eternas contra orcs.
        Dami'an Phäin era um elfo, conhecedor das antigas tradições, e de muitas coisas que já naqueles dias estavam ficando esquecidas. Dizia-se que fora um dos primeiros elfos a serem criados por Tezra, na aurora do mundo. Sua magia era assustadora e bela ao mesmo tempo. Ele era um só com o Livdrad, e por isso, toda a vida ao seu redor lhe prestava homenagem e obediência.
       Todo grupo precisa de um bardo. E esse grupo tinha o Py, o irreverente e sempre alegre bardo que elevava a moral de um exército com sua voz retumbante como um trovão. Quando ele cantava suas músicas de guerra, o inimigo se enchia de medo enquanto seus aliados vociferavam. Sua voz tinha alguma magia antiga, um encanto que não se via em nenhum outro lugar do mundo.
     E o útlimo membro, um paladino da Vhynna, a deusa da ordem. Cleith Ondreahn, um cavaleiro lendário, cuja força era imbatível, com golpes capazes de partir qualquer escudo ou armadura. O que se dizia sobre esse cavaleiro era que já havia adentrado os domínios de Astaroph, o deus das trevas, e saído de lá triunfante, seja qual fosse seu objetivo.
     Esse era o grupo que, quando os anjos marcharam contra Lhezar, fizeram frente ao poder celestial, e derrotaram a ira dos deuses. A batalha retumbou por toda a criação, e trouxe ao grupo grandes problemas. Mas isso, meu amigo, contarei outro dia.

 Sim, outro dia, porque já cansei de escrever. Espero que tenham gostado, até a próxima!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Westworld

    Eu nem sei por onde começar esse post... Westworld, série da HBO que tem levado a alcunha de substituta de Game of Thrones, desenvolvida por Jonathan Nolan e Lisa Joy, estreou em outubro do ano passado. Com dez episódios, a série causou grande impacto no público, que formulou teorias e mais teorias, enquanto aguardam ansiosos pela segunda temporada.



   
Aguardei os dez episódios saírem, pra só então assistir a série. Fiquei alheio aos spoilers, e mergulhei na trama sem saber o que esperar. Westworld conta sobre um futuro distante (ou talvez nem tanto), onde a humanidade desenvolveu uma tecnologia de entretenimento um tanto incomum. Os androides com aparência humana e mente programada, chamados de anfitriões, que compõe um parque de diversões com a temática de velho oeste. Os convidados, pessoas ricas que pagam pra passar o tempo que quiserem no parque, podem fazer o que bem entenderem, matar, roubar, estuprar... Os anfitriões, além de não poderem ferir os convidados, ainda nem sequer sabem o que realmente são.
     Presos numa repetição, cada dia vivendo a mesma história, com desfechos alternados entre as brutalidades cometidas pelos visitantes.os anfitriões começam, aos poucos, a demonstrar um comportamento incomum: eles começam a lembrar. E isso mudará tudo.
     Se não assistiu, não prossiga daqui. A série é cheia, mas muito cheia de reviravoltas que irão de deixar de boca aberta. Por isso, pare de ler esse blog inútil e vá ver a série. Depois tu volta aqui.




     Afinal, o que nos define? o que molda nossa personalidade? Nossas memórias nos tornam aquilo que somos hoje, e é essa a ferramente utilizada pra forjar as personalidades dos anfitriões. Eles se lembram de um passado previamente escrito pela equipe de roteiristas do parque, com memórias que nunca aconteceram, e isso os molda, define seus comportamentos, E isso é assustador, o passado é abstrato, nossa única confirmação de que ele esteve lá, são nossas memórias! E como a série bem
mostra, basta uma redefinição e uma transferência de informações, e a pessoa que era Clementine passa a ser outro corpo.
     Presos naquela rotina, alheios ao verdadeiro propósito de suas existências, os anfitriões acreditam que são reais, que tem um futuro, que podem fazer escolhas. Seria o destino, algo que não pode ser alterado? Eles podem andar fora do texto escrito a eles?
  São muitas as reflexões possíveis de se fazer ao ver a série. Todo aquele papo de que o parque ajuda as pessoas a se encontrar nos faz pensar, que no fundo, cada pessoa é um animal, sedento por sangue e matança. Bastou entrarem em um ambiente sem leis, e os visitantes matavam e destruíam sem propósito, sem motivos. E quem não faria isso? Se num simples simulador como o Gta, eu já causo uma chacina, o que faria em um universo expandido como aquele parque? O que existe dentro do coração de cada um de nós, ali, escondido por conta ou das leis, ou da sociedade, ou por medo?
      E Deus? Essa voz que nos guia, seria real, ou fruto de uma programação imposta a nós pela
igreja? Nos últimos episódios, quando Dolores descobre que a voz que a guia era sua própria consciência, a série cita que a divindade, afinal de contas, está em nossa própria mente.  Afinal, se são nossas memórias quem nos definem, teria nossa mente poder pra nos fazer crer que algo que não está lá, existe. Que aquela inspiração para a realização de algum feito, seja ele bom ou mal, veio de um ser Superior, com propósitos maiores que nossa pequena existência.




 Err, chega de viajar um pouquin.

    Figurino da série, impecável. Trilha sonora excelente, afinal Ramin Djawadi, mesmo responsável pela trilha de Game of Thrones, chega a ser um gênio de tão bom que são as trilhas feitas por ele. É impressionante que ele tenha criado mais um tema de abertura tão único e cheio de identidade.
    Os personagens são muito bem construídos em suas jornadas, principalmente Maeva, Dolores e
sem sombra de dúvida, William. Todos possuem uma jornada absurda e repleta de reviravoltas, algumas você pode até prever, mas outras... O momento que mais surtei foi com Bernard. A revelação de que ele era um anfitrião me pegou de surpresa. Rodrigo Santoro tá muito bem como o criminosos Hector Escaton, é bom ver um ator brasileiro em um papel tão foda.
    Mas no final, nos damos conta de que existem outros parques. Pelo menos um com temática de samurais. O que esperar do futuro da série? Uma total rebelião das máquinas, guiadas pela Dolores/Skynet? Infelizmente, a nova temporada só em 2018, Nolan e Joy querem mais tempo pra produzir o roteiro. Ah, mas que levem o tempo que precisarem. Uma série genial assim merece ser bem lapidada, e muito aguardada.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

This Is The Time

  Pelo Spotify, sempre acabo trombando com bandas diferentes, descobertas muito boas. (é por isso que em minha vida existem dois deuses, o Netflix, senhor da imagem e da trama, e Spotify, senhor do som e da letra)
 A banda que trago hoje é Nothing More, uma banda classificada como Hard Metal, formada em 2003, no Texas. A música This Is The Time, me conquistou, não só pelo som, mas pela letra. Confiram:




We always start with good intentions
But lose ourselves along the way

 Não escutei mais nada deles ainda, mas essa música me ganhou. Imagino que pela quantidade de efeito na voz do vocalista, no ao vivo não sejam lá grande coisa, e o rockeiro tradicional torce o nariz pro estilo da banda, mas quem se importa? Eu gostei pra karalho. 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Os Sete Lendários

  Tau é o espírito maligno da mitologia guarani, e a entidade maligna se apaixonou por Kerana, princesa da tribo, filha de Mangaratu. Tomando a forma humana, Tau passou a cortejar a moça por sete dias. Entretanto, Angatupyry, o espírito do bem, veio em favor da princesa.
 Bem e Mal se enfrentaram por sete dias, até que finalmente Tau foi derrotado e exilado. Porém, astuto e traiçoeiro, Tau invadiu a tribo, e sequestrou Kerana. Não se sabe se a princesa nutria sentimentos pelo espírito maligno ou não. O casal foi amaldiçoado por Araci, a deusa da aurora e das madrugadas. Dessa forma todos os sete filhos que Kerana veio a dar a luz, nasceram com formas monstruosas.
  Poderosos, e com domínios e poderes diferentes, estes são os Sete Lendários, pra você que achava que nossa cultura só tinha Saci e Curupira!

Teju Jagua

  Senhor das cavernas e lagos, guardião das frutas, é um lagarto gigantesco, com cabeça de cão e olhos que lançam chamas. Em algumas versões possui sete cabeças. Devido ao grande corpanzil, não se move muito, É um ser benigno, que se alimenta principalmente de mel e frutas.
  Entretanto, atacava os homens que tentassem roubar os pomares do local onde vivia, aprisionando-os em suas cavernas. Vive em meio a um enorme tesouro, o tesouro de Itajau. Por passar muito tempo deitado sob o ouro, sua pele ficou repleta de ouro e pedras preciosas.



Mboi Tu'I

  Senhor do pântanos e dos lugares úmidos, protetor dos anfíbios e das criaturas aquáticas, possui a forma de uma enorme serpente com cabeça de papagaio. Podia voar, mesmo sem possuir asas, e com essa habilidade, escalava montanhas em busca de alimentos.
 Não atacava humanos sem motivo. Seu olhar traz medo e má sorte a quem encarar a criatura, e possui um grito estrondante, que além de poder ser ouvido a grandes distâncias, induzia o pavor.


Moñai


  Senhor da terra, do ar e dos campos abertos, uma cobra gigantesca com dois chifres enormes. Possui o poder de hipnotizar os seres, e o usava principalmente nos pássaros que caçava para se alimentar. Moñai gostava de roubar das aldeias, com truques que criavam mistérios e intrigas entre os humanos. Os frutos de seus roubos eram mantidos em uma caverna.
  Seus furtos fizeram com que os humanos conspirarem contra ele, para destruí-lo. Com a ajuda de uma índia chamada Poraci, tentaram aprisionar Monãi em uma caverna, mas essa é uma história pra outro dia...



Jaci Jaterê


Senhor dos tesouros escondidos, protetor dos animais, frutas silvestres e da erva-mate.De todos os sete irmãos, é o único que não possui uma forma monstruosa. É um ser pequeno, semelhante a uma criança esguia, loiro e de olhos azuis, sempre carrega consigo um cajado mágico. Quem apanhar esse cajado, além de derrotá-lo, receberá uma recompensa dos tesouros escondidos.
  Também é protetor da sesta, e andava pelas aldeias a procura de crianças que não descansavam após o almoço. Se as encontrasse, as levava ao seu irmão canibal, Ao Ao. Seu nome quer dizer pedaço de lua.


Kurupi


 Senhor da fertilidade e da reprodução, é um anão feio, cinzento e cabeludo, com uma característica muito peculiar: possui um enorme e fino pênis, que mais parece uma corda, que fica enrolado em sua cintura.
  Pode engravidar as jovens enquanto as mesmas dorme, sem nem mesmo entrar na casa, e por isso é responsável por todas as gravidez indesejadas. Caçadores que se perdiam na floresta eram atacados e estuprados por Kurupi, e em noites de lua nova, ele atacava índias virgens. Sendo o da reprodução, auxilia os casais a terem filhos.


Ao Ao

  Possui a forma de uma ovelha, misturado a um porco selvagem, com grandes presa afiadas. De todos os irmãos, é o mais violento. Se alimenta principalmente de humanos. Apesar da sua forma monstruosa, é meio humano por parte de mãe, por isso é considerado um canibal.
  Incansável, persegue sua vítimas de forma implacável, e a única forma de escapar dele, é subindo em uma palmeira, que era considerada uma árvore sagrada. Enquanto persegue sua presa, emite um uivo, "Ao, Ao, Ao", que lhe deu seu nome.
  Gerou muitos filhos, ferozes como ele. Juntos, são os senhores das montanhas e colinas.


Luison

  Senhor da morte, habita nos cemitérios, alimentando-se de cadáveres. Alto e esguio, é um híbrido de homem com cão. Vê-lo era um prelúdio para a morte. Sua lenda sofreu alterações com o tempo, no começo, se assemelhava mais a um vampiro, mas com a chegada de colonos europeus, tanto sua aparência quanto seu comportamento sofreram influencias das lendas envolvendo lobisomens


  Estes sete são tidos como deuses, e são base para muitas lendas da mitologia Tupi-Guarani. Viu só, como a mitologia brasileira pode ser muito interessante? Agora imaginem um épico de fantasia envolvendo esses seres? Seria demais!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

2017 e as séries

  O que seria de nós sem as séries? Cada vez mais me prendendo em grandes maratonas, tenho gostado mais de acompanhar séries do que animes. E esse ano tá cheio de coisa pra ver! Pra começar, duas que já foram lançadas: A quarta temporada de Sherlock, que inclusive já foi concluída, com seus três episódios costumeiros, ainda não vi, tem muita gente por ai dizendo que foi decepcionante, o que eu duvido; e Desventuras em Série, da Netflix, que já está inteira disponível.


















        Dito isso, vamos começar com as continuações. Game of Thrones, é claro, deve ser a série mais aguardada desse ano. O inverno chegou, os dragões estão a caminho, a série começa a caminhar para um derradeiro combate, cujas consequências fogem de nossas previsões. A sétima temporada terá apenas sete episódios (pro desespero de quem achava dez\ pouco), e será lançada em julho.
  Outra continuação das que mais to esperando é House of Cards. Depois da quarta temporada, as consequências das escolhas de Frank podem ter se tornado irreversíveis.




  A segunda metade da terceira temporada de How to Get Away With a Murderer deve estar voltando essa semana. Uma das séries mais geniais que já vi, teve a temporada dividida em duas partes, com a divisão ocorrendo num momento de explodir a cabeça.
 Em abril retorna Better Call Saul, e nessa temporada teremos o retorno de um dos maiores personagens de Breaking Bad: Gus Fring. Esse ano também chega a quinta temporada de Prision Break, que retorna depois de sua conclusão a tempos atrás. A estreia será em abril.



 Sim, ele tá preso de novo, e sim, ele vai escapar de novo. Esse teaser ai, que acabei de assistir por sinal, ganhou minha curiosidade... Sem maiores informações, Stranger Things também terá sua segunda temporada. A série que pirou a internet no ano passado tem promessas de que retornará mais sombria.
  Agora, as novidades que eu to sabendo. Punho de Ferro, da Netflix, espero que não seja tão chata quanto Luke Cage. A série chega dia 17 de março, e finalmente concluirá a introdução dos Defensores.



 Legion, a série sobre os X-mens que por sorte não está amarrada na cronologia dos cinemas, chega dia 19 de fevereiro. A trama vai acompanhar David Haller, que nas Hqs é filho do Xavier, e olha... não tinha visto o trailer ainda, mas agora estou muito interessado no assunto:



Baseado no livro de Neil Gaiman, Deuse Americanos ainda não teve sua data confirmada. A trama gira em torno de um conflito prestes a acontecer entre deuses novos e antigos, e Shadow acaba se envolvendo com tudo isso, ao ser recrutado pelo misterioso Wednesday.


  Tudo muito interessante. Minha lista vai ficando por aqui, redima meus pecados por ter deixado aquela série de fora, comente sobre ela. Uma coisa é certa: estamos em um ano de inverno, e as coisas vão ficar violentas...

Star Wars : O ultimo Jedi/ Luke vai morrer ? :/

  TAAAN TAAAN RAAAM RAAAM TAAAN TAAAN raaramm, pode não parecer mas na minha cabeça louca essa seria a trilha de Darth Vader, Quando eu penso em Star Wars lembro dela, nesse momento estou em crise pois meu celular quebrou e estou em dúvida sobre arruma-lo ou comprar outro, veremos isso nos próximos capitulos.
  Mas não é do meu celular que quero falar, na verdade até gostaria (HAAAAAA). Entrando no assunto, a Internet foi ao chão mais uma vez esse ano, e com apenas uma imagem, BAAAAAM ESSA AI ...


  Sim esse ai mesmo, é atá uma imagem simples, mas o The Last Jedi foi colocado de uma forma sutil, mas também foi colocado ali para pirarmos, gerarmos especulações e enchermos os bolsos da Disney com Bilhões no fim do ano, mas e ai, você por acaso já parou pra deduzir sua teoria?
  Tenho alguns pontos que poderiam pesar para o lado que Luke morre neste oitavo episódio da saga, quem assistiu os episódios 7 e Rogue One, conseguiu reparar que ser um dos principais não te garante que você irá continuar nos outros filmes, pois temos a perda de Han Solo, e todos o elenco principal de Rogue one, ops Spoiler.
 Bom, a minha teoria seria que Luke treina Rey e provavelmente acabará sendo morto pelo seu sobrinho favorito Kylo Ren, Pois pelo que sabemos atá agora, as pontas que nos foram deixadas é que Luke é o ultimo Jedi existente, depois de Rey treinada e a força ficando desigual, provavelmente veremos um final digno de Luke se sacrificando para manter Rey e Finn vivos em um final épico e heroico. Igualando as forças novamente, mas e ai, qual a sua teoria?