Eu não acompanho futebol, embora um dia tenha acompanhado. E naqueles tempos, longínquos em que eu torcia para o Santos, a Chapecoense era um time lá da série D, o que me causou estranheza quando um amigo meu comentou algo sobre ele, na série A. Achei admirável, o time escalou até a primeira divisão...
Não fazia ideia da sua participação na Sulamericana. Nem da classificação que dependeu de uma defesa milagrosa nos últimos instantes de um jogo. Mas mesmo assim, ao abrir as noticias hoje pela manhã, meu coração deu um nó... todos os sonhos, esperanças e motivações de uma equipe inteira se desfez, tal como as lágrimas desaparecem na chuva.
Só quero prestar aqui minhas homenagens as famílias, aos parentes, aos amigos, aos que os admiravam... será difícil a todos estes encontrar uma forma de preencher o enorme vazio que a equipe deixou. Isso só nos faz pensar, o quão frágeis somos, nesse imenso mundo azulado, em um simples instante, tudo que nos define deixar de existir.
Uma defesa, definiu um destino. A alegria se converteu em lágrimas. Os sonhos que se desfizeram, Na morte, se tornaram lendas que serão lembradas para sempre no coração daqueles que os amam. A vida segue, nós somos frágeis ao sol, cercados pela dor e pela tristeza, tentando compreender qual é o sentido disso tudo... Somos todos Chapecoense!
Existe uma grande
tendência nas pessoas hoje em dia, de desgostar do Superman. Eu mesmo tinha uma
opinião bem negativa quanto ao personagem. Um “cara muito certinho”, “herói
sem graça” ou coisas desse tipo, sem nem mesmo conhecer muito do
personagem.
Acontece que o
Super-Homem é um personagem infinitamente complexo, além de ser o pilar da
esperança da humanidade, é um vigilante eterno, que nunca para, nunca descansa.
Ele pode escutar batimentos cardíacos de forma individual, e assim monitorar
alguém em qualquer parte do mundo. Ele pode se mover extremamente rápido, para
ajudar algum necessitado, não importando onde este
esteja.
Grandes Astros
Superman, escrita pelo mestre Grant Morrison, e desenhada com maestria por Frank
Quietly conta sobre os últimos dias de vida do herói. Devido a uma aproximação
extrema do sol, Superman tem uma sobrecarga de radiação solar, além da qual seu
corpo aguenta. O primeiro resultado disso são seus poderes, que se ampliam. Ele
se torna invulnerável a kriptonita, e desenvolve
poderes novos. Porém, suas
células começam a se desfazer, e um cronometro para sua morte se inicia.
Mesmo diante da sua
morte, a única preocupação que se passa pela cabeça do Super é se a humanidade
continuará segura depois de sua partida. Ele passa seus últimos dias tentando
encerrar algumas pendencias, seja com seus amigos e pessoas queridas, ou com
grandes vilões.
Existem mensagens do
futuro, que mostram que o legado construído pelo herói nunca morreu, mas que
para isso, existem trabalhos que ele deve concluir antes de morrer. Uma grande
jornada, que o levará até mesmo a se entender melhor se inicia, e pelas
páginas, percebemos o quão grandioso ele é.
Em meio a uma luta
contra um monstro gigantesco, ele nota que um certo coração parou de bater, e
imediatamente parte para ajudar a pessoa. Em um outro momento, enquanto
enfrenta problemas, ele consegue escutar conversas de uma garota que está
prestes a se suicidar.
Superman impedindo o
suicido é um dos momentos mais fortes da Hq, mas não é só esse. Ele visita
crianças com câncer, assim como fazem os atores em nossa realidade. O Superman
está sempre preocupado com os que estão ao seu redor...
Essa é a grande
sacada do herói. Onde alguém precisar de ajuda, onde alguém clamar por socorro,
ele surgirá. Dá pra sentir uma certa tristeza no personagem, como se fosse uma
dor por tudo aquilo que se perde...
Por isso ele não
mata. Superman é incapaz de odiar. Ele busca compreender todos os seres, mesmo
o terrível Solaris, ou o ardiloso Lex Luthor, ele irá frustrar os planos dos
vilões, mas nunca irá mata-los. Pois ele não possui esse direito. Porém, fará
de tudo para proteger nosso mundo.
É engraçado como
ninguém acredita em, Clark quando este confessa ser o Super. A personalidade
dos dois é tão diferente, que todos pensam que na verdade o herói estava
fingindo ser o homem, enquanto Clark por algum motivo está escondido. Aqui na
hq não
é apenas um óculos que os diferenciam, mas a postura, o jeito de ser, os
dois são totalmente dispares.
Lex Luthor também é
explorado a fundo nessa hq. O quão ele se sente inferior na presença do
Kriptoniano, e o quanto ele quer destrona-lo, e provar que o ser humano não
precisa, e não deve, se curvar a um alienígena. Seu intelecto é um absurdo, e a
conversa entre ele e Clark nos mostra o quanto o vilão se tornou obcecado em
matar Superman. Obcecado ao ponto de esquecer de todo o resto.
Toda a jornada que
nosso herói empreende aqui é épica e profunda, com momentos de grande reflexão.
No fim, fica essa sensação, de como o personagem é grandioso. Superman é o
pilar do heroísmo, talvez o maior herói das hqs, e o legado deixado por ele,
será eterno.
Existem animes que não são sobre poderes, não possuem lutas fantásticas, não se passam em outros mundos e nem possuem protagonistas poderosos. Eles são sobre a vida. Simples assim, seus personagens são pessoas normais, com sonhos e medos, e defeitos que os tornam tão...humanos...
Nhk Ni Youkoso é um anime de 2006, baseado em uma light novel do mesmo nome, do autor Tatsuhiko Takimoto, que conta a história de Satõ Tatsuhiro, um hikikomori.
Hikikomori é um termo vindo do japonês para um comportamento de total isolamento social. Um hikikomori não sai de sua casa para nada, não estuda, não trabalha, saindo por completo do convívio social. Um hikikomori possuí fobia extrema de pessoas e situações sociais, e se isola completamente.
O protagonista surtou quando estava começando sua faculdade, acreditava que todos ao seu redor o desprezavam acabou se isolando em seu quarto, de onde não saiu pelos últimos três anos. Mas, ao seu ver, tudo não passa de uma conspiração, magistralmente orquestrada pela mais maligna das organizações que regem o mundo em segredo. A terrível Nippon Hikikomori Kyokai - NHK!
Satõ não possui nenhuma habilidade social, nunca teve um emprego, sobrevivendo com uma
mesada enviada por seus pais. Nesse momento, você deve estar pensando: "que anime lamentável, não tem como ser bom", mas seu engano é enorme. A habilidade de alguns animes de nos contar histórias simples e cativantes é algo fora do normal.
Na realidade NHK se refere a emissora de tv Nippon Hōsō Kyōkai, mas dentro da série se refere a Nippon Hikikomori Kyokai algo como "Associação Japonesa dos Hikikomori", uma reivindicação do protagonista de uma conspiração feita pela NHK (emissora) para criar NHK (grupo do hikikomori)
A tranquilidade hikikomori de Satõ é perturbado quando uma garota bate em sua porta, e diz possuir a cura para a fobia do pobre hikikomori. Misaki, que acredita ter desenvolvido o projeto perfeito para reabilitar hikikomoris, passa a obrigar Satõ a frequentar sessões de seu "projeto", onde irá passar a ele lições que o reintegrem a sociedade.
Porém, Satõ é orgulhoso, e se nega a admitir sua condição. Acaba mentindo que seu isolamento se deve ao fato de ele ser um desenvolvedor de jogos indies, e acaba prometendo a menina que entregara um jogo de sua autoria.
Para cumprir tal promessa, Satõ contara com seu antigo amigo de escola, Yamazaki, que para surpresa do hikikomori, era seu vizinho. Os dois então partem numa jornada, para a produção do jogo perfeito!!
Foi impossível pra mim não me identificar com o protagonista. Seus dilemas, a ansiedade de ter que ir a um determinado lugar, são coisas que eu acabo passando também, não que eu seja um
hikikomori, mas antissocial como sou, vi vários de meus pensamentos replicados nele. A dinâmica entre os personagens é muito divertida, principalmente da dupla Yamazaki e Satõ. E com o passar dos episódios, você nota que todas as pessoas têm problemas. Cada personagem que te é apresentado parece precisar de ajuda, como se estivessem perdidos na vida. E não é assim que as coisas são? Não vivemos dando cabeçada em paredes, buscando o caminho certo pelo qual devemos trilhar?
A trilha sonora passa uma melancolia que dá um nó no coração as vezes, fazendo um grande contraste com as cenas cômicas. O anime é muito gostoso de assistir, e quando terminei seus poucos 24 episódios, me peguei com os olhos marejados, já sentindo saudades daqueles personagens.
O anime aborda temas fortes, como o suicídio, depressão, abuso, e a grande mensagem, é de que se você viver, e continuar a correr, coisas boas irão acontecer. Não que você vá encontrar a solução definitiva para seus problemas... a vida é uma constante luta, da qual você nunca irá se livrar.
Com essa atual enxurrada de animes ruins, extremamente coloridos e com histórias genéricas, foi bom encontrar um anime assim. Nhk ni Youkoso é do tipo de anime que ficará para sempre em minha memória, e é por histórias assim, que eu gosto de animes.
A dica é, assista o anime, e escute a trilha sonora depois. Abra sua mente para um anime um pouco diferente, tenho certeza que sua experiência valerá a pena.
E não se esqueça!! É tudo uma conspiração!!! Da terrível
O cosmo despertou em mim, quando finalmente entrou em promoção Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Soldados. O jogo, que conta toda a história do anime, desde as doze casas até Hades, foi lançado em 2015, para Ps3, Ps4 e Pc, e meio atrasado, pude jogar o game.
A dublagem feita pela EcoGames, nos estúdios DuBrasil foi primorosa. Salvo algumas poucas exceções, todas as marcantes vozes originais estão presentes, dando um charme nostálgico único ao game. E como a história passa por todas as sagas, é possível rever cenas marcantes, como o embate de Camus e Hyoga, ou a luta de Siegfried contra Sorento, Ikki contra Kanon... está tudo ali, pra ser protagonizado por você.
A quantidade de personagens também é um ponto muito forte do jogo. Ao todo são 48, tendo todos os guerreiros deuses, todos os generais marinas, os três juízes do inferno, e todos os deuses que apareceram no anime, e isso inclui os gêmeos Thanatos e Hypnos. Há também uma variedade gigantesca de trajes e armaduras para ser desbloqueadas, inclusive as lendárias armaduras divinas.
Ou seja, o jogo é completo. Quem é fã de cavaleiros vai delirar, principalmente com a dublagem. Porém, o jogo tá muito longe de ser perfeito. O modo história deixa a desejar, já que as cutscenes, que poderiam ser animações épicas refazendo as cenas do anime, são fracas cenas feitas com os bonecos do jogo, com trilha genérica e pouco recurso, mais parecendo uma brincadeira de Cloth Myth sem emoção e expressão alguma.
Se as cutscenes pecam, as batalhas somam pontos. A variedade de golpes é um ponto forte, e grandes batalhas estão sendo travadas entre Kaito e eu. E como tá dublado, fica ainda melhor. Minha única reclamação é por ser muito fácil evitar o golpe mais forte, o supremo Abb... mas isso acaba sendo apenas um pequeno detalhe.
É muito divertido ter todos os personagens disponíveis, com tanta variedade de armaduras. Quem nunca quis fazer uma invasão de espectros a Asgard? Ou uma revanche dos cavaleiros de ouro contra os generais marinas?
E por falar em cavaleiros, o Ishida, lá do MangáMania fez um video, montando o seu santuário ideal, confere ai:
Existem jogos que nos proporciona experiências únicas, que nos marcam de tal maneira, nos cativam e nos emocionam de tal forma, que nos fazem sentir orgulho, sim orgulho, de ser gamer, e poder estar vivendo (sim eu digo vivendo) aquela história.
The Last of Us é um jogo consagrado, e está entre os melhores, os mais épicos que já joguei, e sei que não são poucos os que concordam comigo. The Last of Us e mais que um simples jogo de zumbis, é uma história sobre o quão terrível é ver todos a sua volta morrerem, todos os que você ama, e você se tornar " o último de nós".
O jogo já começa com um menu espetacular. A melancolia que a música passa, ali baixinha, mostrando nada além de uma janela, uma sensação de abandono e solidão enchem sua alma.. e a tela de carregamento, com esporos voando...tudo isso já te ambiente na tristeza dos personagens que vivem naquele mundo devastado.
O cordyceps é um fungo que domina seu hospedeiro, e o controla, muda seu comportamento, de
forma que possa auxiliar na reprodução do fungo. A doença começou nas zonas rurais, sendo abafado pelo governo, e quando todos se deram conta, já era tarde demais. Houve o caos, pessoas tentando fugir, enquanto doentes perdiam sua humanidade e se tornavam monstros. A espiral de desespero em que o jogo começa é uma vaga tentativa de Joel de proteger aquilo que lhe é mais precioso. Sua filha, que acaba sendo morta, as ordens do exército era de não deixar ninguém sair da cidade, numa vã esperança de conter a doença. E tal medida acabou por vitimar a pequena Sarah ,e com ela, o coração de seu pai vai junto.
Não sabemos ao certo como as coisas se desenrolaram após isso. Houveram evacuações em massa, das quais Joel e Tommy participaram. Zonas de quarentena foram estabelecidas, para onde as pessoas foram levadas. Algumas se esconderam, algumas tentaram se proteger, e durante todo o jogo nós encontramos registros, anotações e as esperanças de pessoas que foram deixadas para trás. Em uma escola de alguma cidade mais afastada, encontramos um abrigo, onde os alunos tentavam se manter vivos, até serem encontrados pelo exército. Porém, as buscas em um determinado momento foram encerradas, e na escola, não encontramos ninguém vivo, apenas infectados, vários clickers e até mesmo um Bloater .
A busca pela cura era algo que dava esperança as pessoas. Mas houve um vazamento de relatórios da Oms, que mostravam que uma cura nunca seria encontrada. E talvez foi nesse momento que tudo colapsou de vez. Sabemos que Joel e Tommy já foram caçadores, e fizeram coisas terríveis. Em um diálogo entre os irmãos, Tommy diz que ainda tem pesadelos com todos aqueles dias. Foi tudo terrível demais, e se você é do tipo que joga games de zumbis e fica nessa de "vem apocalipse zumbi", aprenda uma coisa: Tudo que você vai conseguir é ver todos os que ama tendo mortes horríveis, ou se tornando aquelas cosias das quais você está fugindo, e será você quem irá precisar matar sua própria família. E no fim, se tiver sobrevivido, estará tão destruído por dentro, que não irá acreditar em mais nada. Nada será capaz de aplacar a dor que você irá sentir...
Nossa jornada começa uns vinte e cinco anos depois do começo do surto, e as coisas meio que se estabeleceram. Existem as zonas de quarentena, onde se vive mal, mas pelo menos existe segurança. Existe os Vaga-lumes, que tentam derrubar o governo militar atual, e também buscam encontrar uma cura. Os caçadores tomaram algumas zonas de quarentena que entraram em colapso, e muitos lugares pertencem aos infectados agora. E alguns vivem isolados, como o Bill, alguns tentam criar abrigos em locais improváveis, como o pobre Ish.
Nossa missão é levar a garota, Ellie, até uma base dos vaga-lumes. Ela é imune, e através dela, uma cura poderá ser descoberta. Joel e Tess apostam tudo nisso. Na verdade, Tess aposta, e a morte da companheira é o que acaba obrigando Joel a seguir com o serviço. Mas tudo dá errado, e o que parecia ser simples se torna em uma longa e desesperada viagem.
Joel não quer se apegar a Ellie. Ele não suportaria mais uma perda. Seu coração endurecido tenta manter as coisas no modo profissional. Mas os dois passam por tanta coisa juntos...
Ellie nunca conheceu o mundo antes, já tendo nascido após a queda da sociedade. E como ela mesmo diz, todos que ela conheceu, todos que ela gostava se foram. Tudo que resta a ela é o Joel, que não queria ter esse tipo de envolvimento com mais ninguém... mas acaba percebendo que Ellie é agora
sua família, sua amiga, sua filha...tudo que lhe resta. O laço entre os dois é forjado por fogo e sangue, forjado por nós que estamos ali jogando com o coração nas mãos, torcendo para que tudo dê certo. Mas a terrível conclusão é que para encontrar a cura, Ellie deve morrer. Para que o parasita em seu cérebro possa ser coletado, ela deve morrer. Marlene, que a conhecia desde o nascimento, e conheceu sua mãe, tentava se convencer de que estava fazendo o que é certo. Ao passo de que Joel não aceita de forma alguma... mas qual diabos seria a escolha certa? Salvar a humanidade, e matar a última pessoa com quem você consegue se importar, pela qual você lutou para manter viva, ou sacrificar toda a pequena chance de mudar essa situação terrível do mundo, para que apenas uma pessoa viva alguns dias a mais, até que o acaso resolva destrui-la também? Não vejo otimismo nesse mundo, um dia todos irão acabar caindo ante os infectados. Foi assim com a comunidade que Ish criou, onde um descuido vitimou todos. Cedo ou tarde, todos nesse mundo irão ser cercados pela terrível doença, e não restará zona de quarentena, nem caçadores, apenas o abandono de um mundo vazio. E para Ellie, quando tudo passar, quando todos tiverem morrido, ela ainda estará lá, sozinha... e esse é seu maior medo. Tanto que ela não se importaria em morrer, para dar a humanidade, mais uma chance.
Não há certo ou errado nesse final. E Joel escolhe Ellie. Escolhe destruir a pesquisa pela cura. Escolhe salvar aquela que o fez se importar novamente. E não importa o que, você precisa encontrar um motivo para continuar lutando...
A mão de deus são um grupo de seres extremamente poderosos, que possuem a habilidade de manipular a realidade, no mangá e anime Berserk. São ao todo, cinco seres, e são os servos mais poderosos da Ideia do Mal, a entidade maligna suprema. Tidos por muitos como deuses, o grupo manipulou e influenciou a cultura humana em várias épocas, tendo sido responsáveis pelo surgimento de diversas religiões.
Ao longo da história, foram considerados deuses pagões, sendo adorados por muitos povos. Mas cada um dos seus membros já foi humano, tendo alcançado a forma abissal através de um Behelit e um sacrifício massivo.
Na trilogia de filmes, vemos a ascensão do último membro da mão de deus, Femto, cujo destino está ligado ao de Guts, o protagonista. O grupo recruta apóstolos, humanos que buscam intensamente algum poder, o qual assumem formas monstruosas em adoração as trevas.
Contra esses caras, não há protagonismo que salve. Alguns spoilers estão presentes no restante do post.
Void: Tido como o mais sábio entre os membros, acredita-se que foi o primeiro humano a atingir a forma. Possui alguma ligação com o Cavaleiro Cranio, talvez a mesma entre Guts e Griffith. Possui grande interesse no fluxo da casualidade, e no destino das coisas. Pode manipular a dimensão, e prever o futuro. O design do personagem foi baseado nos marcianos de "Marte Ataca".
Conrad: Possuindo essa forma bizarra de gigante careca com as mãos juntas, Conrad possui pouca personalidade, geralmente ficando em silêncio durante os rituais. Seu objetivo é espalhar a peste pelo mundo mortal, através de ratos imundos e doentes.
Ubik: Possui uma forma pequena e bizarra, articulador e manipulador, tem a habilidade de mostrar cenas do passado para a pessoa que o grupo pretende recrutar. Enganando e distorcendo os fatos, leva as pessoas a aceitar o pacto, transformando-as em apóstolos.
Slan: Uma mulher, completamente nua e com asas de morcego, Slan é uma sádica, tendo grande interesse na dor e no desespero. É conhecida como deusa do fogo por religiões pagãs as quais ela influenciou. Seus adoradores praticam rituais repletos de orgias e canibalismo, bem como
drogas que mostram o futuro. Possui interesse também em Guts, devido a sua força e coragem.
Femto: O último a se tornar membro da mão de deus, Griffith era o líder do bando do falcão, um grupo renomado de mercenários. Tendo criado grandes laços com todos os seus soldados, em especial Guts, algumas escolhas durante a guerra acabam por destruir seu corpo e sua mente. Mas Griffith possuía um Behelit vermelho, e seu desejo por poder e grandeza foram fortes o suficiente para invocar a mão de deus. Tendo aceitado sacrificar todo o bando do falcão, Griffith se transforma em Femto, um dos seres mais poderosos do mangá.
Possui o poder de controlar a gravidade, e abrir pequenos buracos negros para o esquecimento. É o alvo principal de Guts. É um dos seres mais filha da puta do universo.
Numa conversa com o ilustre Pain, membro aqui do CronicaEx, ele me disse o seguinte: "A mitologia brasileira não deve em nada para as estrangeiras, só o que falta é um mestre feito Tolkien trabalhar com ela, e fazer algo a altura". Ignorante como sou, conhecendo só o que o sitio do pica-pau amarelo nos mostra, questionei-o se nossa mitologia era mesmo algo a ser levado a sério.
Acontece que sim. Temos uma mitologia vasta e rica, tão épica quanto as mais famosas, porém, totalmente ignorada por tudo e por todos. Até mesmo as pesquisas tem um número baixo de material, e do pouco ainda é possível encontrar material divergente. A verdade é que nossa mitologia foi abandonada por nós mesmos, que nos lambuzamos das mitologias estrangeiras, enquanto debochamos de nossa própria cultura.
Eu nunca levei fé em nossa mitologia. Deuses como Tupã e Jaci eram tudo que conhecia, e mesmo assim, julgava-a como inferior. Mas instigado pelo sábio Pain, pesquisei um tanto sobre nossos deuses, e tiro meu chapéu, pois temos uma mitologia fantástica.
Até me propus a escrever uma história sobre o tema (não que eu seja o escolhido que vá trazer a tona nossas tradições perdidas [ ou talvez eu vá ser, quem sabe { ignorem meu ego, por favor} acabe escrevendo um épico ] mas eu escrevo tão devagar, e pesquiso mais devagar ainda, então nada saiu do papel), o que me levou a conhecer alguns dos deuses brasileiro.
Anhangá é um deus da cultura tupi, seu nome quer dizer espírito, e ele é o deus da almas errantes. Em algumas fontes, ele é o antagonista de Tupã, sendo o deus supremo do mal, enquanto em outra, ele é apenas uma entidade, desprovido de senso de moral, cuja missão é carregar as almas perdidas
consigo. Anhangá pode assumir várias formas, sendo que a mais comum é a de um veado branco, com os olhos em chamas. Cruzar com Anhangá era sinal de mal agouro, e os nativos da época temiam muito a entidade. Mas ele não cuidava apenas das almas, mas também protegia os animais fracos dos caçadores. Isso é algo muito frequente na nossa mitologia: boa parte das entidades amava muito essas terras, protegendo as matas, os animais, tentando preservar a glória dos primeiros dias.
Pois Anhangá, sendo mal ou não, protegia os animais de caçadores abusivos, sendo que sempre que
uma caça escapava de forma milagrosa, era atribuído a entidade.
Quando os jesuítas chegaram em nossas terras, o cristianismo fez o que sabe fazer de melhor: demonificou a lenda, associando Anhangá ao próprio diabo. Mas como disse antes, a lenda não dá a entender que o deus seja apenas mal, seria tons de cinza... ele é uma entidade obscura, chegando a enfrentar até mesmo Tupã em uma batalha, mas sua existência é necessária para manter o equilíbrio.
Conforme minhas pesquisam forem avançando, irei trazer mais seres de nossa mitologia. Enquanto isso, pesquise, deixe seu preconceito de lado e dê uma chance para conhecer nossas lendas, te garanto que ficará fascinado, assim como eu. Pode começar pesquisando sobre os sete monstros lendários, vai por mim... é isso, até a próxima!
O mundo está chocado com o retorno de The Walking Dead. Não se fala de outra coisa na minha timeline, tanto do Facebook quanto do Twitter. Negan chegou, e arrebentou com o coração dos fãs, que assistiram, impotentes, aos seus atos cheios de violência. É, atualmente, o vilão mais odiado pela galera, tomando o posto do psicopata do Ramsay.
Negan é um personagem extremamente violento e cruel, destruindo a pauladas a cabeça de um dos mocinhos. O que me faz pensar: é isso que um vilão tem que ser. Um bom vilão, entra em cena, e quem está assistindo prende a respiração, e reza pra que dessa vez, tudo termine bem. Um vilão chega, e destrói todas as esperanças. Falo isso, porque muitos animes me saturaram com os clichês do vilão extremamente mal que acaba por não causar dano algum na história, não passando de escadas para o protagonista. As vezes
rola até aquele milagre safado, do heroizinho vencer alguém muito, mas muito mais forte que ele, e terminar por resolver a treta sozinho.
Vilões devem surgir, e trazer consigo o desespero. Foi isso que Negan trouxe a tona, ao espancar até a morte dois dos protagonistas. Ele crava suas garras fundo na mente e no coração de todos que estão ali, que nunca mais irão esquecer o quão terrível é ir contra ele.
Voldemort não podia nem ter seu nome mencionado. Ele cravou o medo tão fundo no coração das pessoas, que ninguém tinha coragem de sequer dizer o nome dele. Joffrey era frágil, fraco e covarde, mas naquele trono, com a guarda real e soldados lannisters ao seu redor, aterrorizava todo o reino. E Ramsay? Surgiu de repente, quebrou Theon e Sansa, tomou Winterfell, acabou com Stannis, matou Rickon e Osha, e por muito pouco não sepultou Jon numa montanha de corpos. Freeza, com seu coração gelado, matava a esmo quem entrasse em seu caminho,dizimando planetas inteiros apenas por diversão. Sephiroth levou para sempre Aeris, e não importa quantas vezes você jogue, você nunca irá conseguir salvá-la!
Um vilão não pode cair sem que um preço seja pago.
Toda boa história tem que ter um bom vilão. E as vezes o vilão é tão bom, que rouba a cena.Jeffrey Dean Morgan com certeza conseguiu isso, e deve ter entrado para o hall da fama dos vilões, com seus trejeitos e sorriso sádico.
E ai, quais são os melhores vilões?
Adoro quando o jogo tem escolhas! Desde coisas simples,como escolher o que seu personagem irá dizer durante uma conversa, até coisas maiores, como escolher quem salvar, ou qual inimigo matar, sempre me cativam. E isso tem evoluído junto com as gerações, agora as escolhas causam impactos e mudam completamente a linha da história do jogo. The Witcher 3 trouxe isso em níveis jamais vistos, onde eu consegui uma história completamente diferente da de meu irmão, personagens vivos em meu jogo que no dele estavam mortos.
A Telltale trouxe jogos de diálogos e escolhas para o centro das atenções de novo. E na onda, veio Life is Strange, jogo da Square Enix, do começo do ano passado, que mistura o gênero de escolhas com viagem no tempo. Como não adorar isso?
A premissa do jogo é algo simples, de primeira vista. Sim, a personagem principal, Max, pode manipular o tempo, mas ela não altera o curso da humanidade, nem impede uma gigantesca rebelião das máquinas. A história se concentra no cotidiano da escola Blackwell, na pequena cidade de Arcadia Bay, e mesmo a visão apocalíptica que temos logo de cara parece algo distante, quase impossível de acontecer.
A história vai evoluindo e crescendo no decorrer de seus capítulos, junto com o drama dos personagens e a escala de poderes da Max, mas tudo com calma, bem feito e amarradinho. A trama é pesada, sobre perdas, abusos, bullying, e como a amizade pode superar todas as tragédias que cercam nosso cotidiano.
Com gráficos artísticos, trilha sonora muito bem escolhida, e o carisma de todo mundo ali, o jogo se torna envolvente, e cada escolha que o jogador toma, na pele da Max, reverberará por todo o jogo (por isso pense bem antes de ir contra alguém, em uma discussão), mas o que é isso, senão um reflexo de nossas vidas?
Maxine Caulfield, nossa personagem principal, é uma estudante de fotografia, muito talentosa por sinal, que havia ido embora de Arcadia Bay, após um triste evento de sua infância. De volta a pequena cidade, atraída pelo famoso professor de fotografia, Mark Jefferson, ela se sente meio solitária e deslocada.
Alguma situação estranha tá rolando, uma das alunas, Kate Marsh, parece estar sofrendo bullying por conta de algum vídeo que anda sendo espalhado pela internet, e Max não sabe ao certo o que fazer para ajudar a amiga. Logo de cara, no começo do jogo, Max tem uma visão de um tornado destruindo a cidade, algo que parece não fazer muito sentido, mas forte o suficiente para tirar a atenção dela naquela manhã.
Depois da aula, Max vai até o banheiro, no caminho, você pode ir interagindo com tudo e todos, algo que também me ganha em um jogo, me faz sentir que realmente eu faço parte daquele mundo. Enquanto ela fotografa uma borboleta, perdida por ali, um garoto entra no banheiro, seguido de uma garota de cabelo azul. Escondida, Max os observa discutindo, e então, o jovem saca uma arma, e dispara contra a garota. Chocada, Max vê a jovem de cabelos azuis agonizando, e quando se dá conta... ela voltou ao começo da aula, onde havíamos começado o jogo! Genial, me ganhou ai! Sou fascinado em viagem no tempo, e quando bem feito, temos histórias lindamente marcantes. Esse jogo me ensinou uma lição (eu que sou metido a escritor), pra uma história dessas ser boa, foque nos personagens! Sim! O
foco do jogo nunca são seus poderes, como os ganhou, ou até mesmo o futuro catastrófico que ela vislumbrou, mas sim a vida deles, e qual o impacto que os poderes de Max vão causar sobre todos ao seu redor. Isso porque ela corre ao banheiro, e impede a garota de ser assassinada! E essa garota é sua antiga amiga de infância, de quem ela havia se afastado, Chloe Price!
A partir daí, a trama se desenrola, algo obscuro está acontecendo na escola, algo envolvendo os poderosos Precott, e seu psicótico filho Nathan, e uma garota desaparecida, que era amiga de Chloe. Enquanto investigam as coisas, Max vai evoluindo seus poderes, e escolham e consequências caem sob seus ombros. Não te parece fantástico? Se você não jogou ainda, esse post termina aqui pra você. A partir daqui, Spoilers, e não aconselho-o a continuar.
Cada final de capítulo é uma facada no coração. Não sei qual me deixou mais chocado, se o final do terceiro, quando, ao mudar todo o passado, Max se depara com uma Chloe tetraplégica em uma cadeiras de rodas, que te da um aperto no coração, por sinal; ou o impactante (e ponto alto do jogo, pra mim) final do quarto capitulo, quando tudo muda! Tudo!!! O verdadeiro maniaco era Jefferson, o professor boa pinta e gente boa, em quem depositei toda a minha confiança!Que reviravolta dos infernos!!! Os poderes de Max me lembraram os poderes do Dastan, do Prince of Persia (hehehehehehe, to
falando sério), uma pequena rebobinada no tempo aqui, pra desfazer uma cagada, uma congelada no tempo ali. Quando Max congelou o tempo, pra resgatar Kate no terraço, meu coração congelou junto. É incrível como quem tá jogando acaba imerso na trama, se preocupando com os personagens, e ficando aflito quando alguém tá em perigo.
Naturalmente, quem mexe com o tempo, acaba encontrado formas de voltar muito no passado, e criar linhas do tempo alternativas. Mas cada alteração dessas só trouxe mais dor a Max, pelas escolhas que ela precisou tomar para deixar tudo como era antes.
E conforme o jogo vai progredindo, a trama parece tão absoluta, tão terrível, que até nos esquecemos do tornado que parece estar vindo para acabar com a cidade. O legal de um jogo de escolhas, é que ele será único para cada jogador. cada um que pegar um controle, e se envolver em seus diálogos, terá uma experiencia única e diferente dos demais.
Com o final do jogo, fica a grande lição. A vida é feita de escolhas (eita clichê, mas pera que não acabei de filosofar), e tudo que você escolher irá gerar uma perda. Não adiante buscar a felicidade plena e absoluta, você sempre irá perder algo, ou machucar alguém. Escolher entre a melhor amiga ou a cidade quer nos dizer isso. Não importa o que façamos, no final, nossas escolhas deixaram marcas em nossas almas, e teremos que aprender a viver com elas.
O final do jogo é absoluto e completo, e não me arrependo da escolha que fiz! No final das contas, acho que não veremos um jogo desses assim tão já, algo que mexa com nosso emocional desse jeito. Life is Strange é poque de eu gostar de games. É uma história tão forte, contada de uma maneira tão intensa, que só os games sabem contar. E viver essas histórias, é algo que quem joga tem o privilégio de fazer.
Tava perdendo meu tempo por ai, quando me deparei com o vídeo abaixo:
As comportas do inferno se abrem, e uma horda ensandecida de pessoas em busca de desconto entram em enxorradas... meo deos, que isso? Ai a véia me faz o favor de cair, e começa o efeito cascata de pessoas caindo por cima, e fica uma mistura de carne humana com metais de carrinhos de feira... Krai, isso é demais, eu fico com pena dos pobres funcionários desse lugar, ter que trabalhar durante um apocalipse desses... e as pessoas não param de entrar!
Uma pequena pesquisa preguiçosa, se trata de um evento, aniversário da rede de mercados Guanabara, e deve rolar umas promoções sinistras pra comemorar a data. Mas sério, eu nunca me enfiaria nessa muvuca, nem que minha vida dependesse disso.
Mano do céu!! As pessoas perdem a capacidade de serem civilizados! Muhahahaha! Imaginem se o surto zumbi começa ali, o paciente zero tá ali, tentando pegar umas brejas baratas? Não tem como sobreviver...
Está aqui! Uma nova cara para o CronicaEx!! Tentei por muito tempo (na verdade eu tentava por 10 minutos e então desistia) migrar nosso blog para o Wordpress, que é mais cheio de recursos, tem maior visibilidade nos mecanismos de busca do Google, e muitas outras vantagens. Mas a versão gratuita tem suas limitações, Uma delas são os temas, que na versão free só podem ser utilizados os que são disponibilizados pelo Wordpress.
Não que os temas sejam poucos (não, eles são muitos), e nem que sejam ruins (não eles são ótimos), mas falhei em deixar um ao meu gosto. E dada a minha atual preguiça crescente e galopante, não estava afim de aprender a mexer lá. Então desencanei, e decidi ficar aqui no blogger mesmo, onde já sei mexer (nem tanto assim), e onde encontrei esse layout bacana no qual eu e meu irmão, Kaito, iremos personalizando e alterando ao longo dos dias.
Então, o que acharam? Eu gostei bastante dessa minha nova casa. Alguns retoques e acho que ficarei satisfeito. Mas não pense você, meu caro leitor, que todo esse tempo sem novidades foi porque eu estava tentando migrar de plataforma. Não, claro que não.
O blog ficou tanto tempo parado porque eu estou mais preguiçoso do que nunca. Atualmente, estou desempregado (sim, meu antigo emprego chegou ao fim, não sem quase me matar antes), o que me levou a um retiro espiritual. Eu quase desapareci por completo da face deste mundo, não fosse o Tiago, me dando trabalho e me fazendo sair do meu conforto, ninguém estaria me vendo por ai nesses últimos meses.
Mas meu retiro espiritual acabou, e é hora de voltar a ativa por aqui. Não que eu vá voltar a gravar podcast, postar todo dia, escrever meus contos e livros, tirar o canal do blog do papel... não, eu continuo extremamente preguiçoso...e existe um mal, que cada vez mais cresce em minha mente e toma controle das minhas atitudes... Esse mal cresce cada vez mais, se espalhando pelo mundo... Netflix anda me dominando...
São tantas as séries que enchem o catálogo, que eu me perco, crio uma lista, me perco outra vez, defino prioridades, e chega uma série nova e atropela toda a ordem... Eu nunca tive tanta coisa acumulada pra ver quanto tenho hoje, e isso só falando das séries...
Mas chega de falar de minha tediosa pessoa. O blog está de volta, e eu to cheio de assunto, tenho tanta coisa pra escrever, que nem sei por onde começo. Mas o calor e as distrações da internet sempre me fazem perder o foco, e acabo sempre esquecendo sobre o que queria falar.
É isso, pessoal. Um gmv legal, e um bem vindo ao novo, totalmente diferente mas ainda o mesmo, CronicaEx. Aplausos!